infomoney

Por que o FII GARE11 organiza imóveis em “subfundos”? Entenda a estrutura

Estrutura de Subfundos do FII GARE11: Entenda a razão por trás

28/02/2026 07h38

Atualizado há 13 horas

Uma estrutura societária bem planejada pode impactar diretamente os ganhos dos cotistas. No caso do GARE11 (Guardian Real Estate), a escolha de organizar os imóveis em fundos sob um único veículo, em vez de concentrar todos os ativos na mesma carteira, é considerada pela gestão uma estratégia eficaz para reduzir custos, agilizar transações e maximizar retornos.

Em vez de adquirir imóveis diretamente em todas as situações, o fundo pode alocar determinados ativos em veículos específicos, que funcionam como "caixinhas" separadas, similar às SPEs (Sociedades de Propósito Específico) utilizadas por incorporadoras para desenvolver e comercializar empreendimentos.

“A gente usa essa estrutura para ter flexibilidade e redução de custos, por exemplo, no ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Ao comprar cotas de um fundo, o investidor não arca com esse custo na aquisição. Isso pode resultar em economia para o cotista”, destaca Gustavo Asdourian, sócio da Guardian.

A estrutura facilita a futura venda dos ativos. Ao alienar cotas do veículo que possui o imóvel, ao invés de vender o bem diretamente, o potencial comprador pode evitar custos como o ITBI, tornando a transação mais eficiente.

Segundo Asdourian, a existência de subfundos não resulta em cobrança duplicada de taxa de gestão. “Não existe cobrança em duplicidade. O investidor paga apenas a taxa do GARE11”, afirma.

Vantagens na Distribuição de Ganhos

Outro benefício mencionado pelo gestor é a possibilidade de administrar de forma mais eficiente a distribuição de ganhos não recorrentes, como os oriundos da venda de imóveis.

Essa estrutura permite maior flexibilidade para parcelar operações ou organizar a distribuição de resultados ao longo do tempo, evitando a concentração excessiva de dividendos em um único período. “Você consegue encaixar melhor o resultado e suavizar a distribuição de dividendos”, comenta Asdourian.

A Guardian adota uma estratégia de gestão ativa no GARE11, com pelo menos uma venda relevante registrada a cada ano.

Para 2026, já estão em andamento negociações tanto para a alienação de ativos quanto para o desenvolvimento de imóveis estratégicos de renda urbana, incluindo a possibilidade de vendas futuras ou antecipação de resultados via incorporação.

“Tem conversas de venda e também de desenvolvimento. Esperamos boas surpresas ao longo do ano”, conclui o gestor.

Para mais informações, confira a entrevista completa na edição desta semana do Liga de FIIs, que vai ao ar todas as quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no YouTube. Todas as edições passadas também estão disponíveis para revisão.


← Voltar para as notícias