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Polilaminina: pesquisadora admite erros em estudo para tratar lesão na medula

A pesquisa sobre a polilaminina, uma proteína para tratar lesões na medula espinhal, foi admitida em erros em um estudo publicado no G1. A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pela análise, admitiu que o estudo apresentou falhas significativas.

Erros

* Erro em gráfico de paciente falecido: Um gráfico mostrava que um paciente teve melhorias 400 dias após o procedimento, mas o texto dizia que ele havia morrido apenas cinco dias depois. A pesquisadora explicou que foi um "erro de digitação" e que os dados de melhora pertenciam a outro participante;
* Imagens de exames confusas: Especialistas criticaram os exames de eletromiografia (que medem a saúde dos músculos e nervos) apresentados no estudo, pois não mostravam melhorias claras. A pesquisadora afirmou que vai substituir essas imagens e que as anteriores exibiram "dados brutos";
* Problemas na escrita: A cientista admitiu que o texto "não estava bem escrito" e que vai reescrever partes para explicar melhor como os resultados foram alcançados.

Críticas da comunidade científica

* Falta de “Grupo Controle”: Em estudos científicos, é comum dividir os pacientes em dois grupos – um que recebe o remédio e outro que não recebe, para comparar os resultados;
* Tratamentos misturados: Os pacientes, além de receberem a substância, passaram por cirurgias e fisioterapia intensiva (cerca de 200 horas);
* Risco à saúde: O estudo sugeriu que mortes por pneumonia e infecção generalizada (sepse) entre os participantes poderiam estar ligadas a um efeito da substância que reduz as defesas do organismo (imunossupressão).

Apoio para as famílias

* Atualmente, existem cerca de 40 ações judiciais e 19 pessoas já receberam a aplicação por ordem do juiz. Mas isso não faz parte de um teste oficial e controlado (entenda por que cientistas pedem cautela no uso da polilaminina).

Uso no futuro

* A pesquisadora trabalha numa nova versão do artigo para tentar publicá-lo em revistas científicas renomadas, após ter sido rejeitada por duas delas (incluindo a conceituada Nature);
* Outro ponto importante: embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha autorizado o início de testes oficiais em humanos (Fase 1) em janeiro de 2026, esses testes ainda não começaram na prática.


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