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Polilaminina: as fake news desmontadas pela ‘mãe’ do tratamento experimental

Polilaminina: esclarecimentos sobre as fake news por Tatiana Sampaio

Em entrevista ao programa Roda Viva, Tatiana Sampaio, bióloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), abordou os limites da polilaminina, uma substância que gerou grande expectativa no tratamento de lesões medulares, como tetraplegia e paraplegia.

Com apelidos como “proteína de Deus” circulando nas redes sociais, a polilaminina se tornou um tema polêmico, cercado por interpretações distorcidas sobre seus efeitos e potencial. Sampaio destacou que a pesquisa ainda está em fase de desenvolvimento.

Principais mitos esclarecidos

A pesquisa encontrou resistência à palavra “cura”. Segundo Sampaio, o termo é exagerado, pois a substância ainda está em estudo e não pode ser considerada uma solução definitiva.

Sobre a aplicação da polilaminina, a bióloga explicou que a substância é testada apenas para lesões nas fases aguda e subaguda, e não para todos os tipos de lesão medular.

A questão da patente internacional também foi abordada. Sampaio corrigiu uma declaração anterior, esclarecendo que a UFRJ decidiu suspender o pagamento da patente após uma avaliação técnica que indicou a improbabilidade de concessão nos Estados Unidos e na Europa. A suspensão não se deveu a falta de verba, mas a uma decisão técnica.

Em relação ao custo da polilaminina, Sampaio afirmou que, embora não tenha informações precisas sobre a produção em larga escala, a experiência dela indica que o custo para tratar um paciente seria entre 100 e 150 dólares, ou aproximadamente R$700.

Por fim, sobre os resultados dos pacientes, a bióloga esclareceu que nem todos os participantes do estudo recuperaram a mobilidade total. A escala AIS é utilizada para avaliar a recuperação, e 75% dos pacientes apresentaram melhora, mas muitos ainda permanecem com algum grau de paralisia. O caso de Bruno Freitas, que voltou a andar, é um exemplo que envolveu fatores como a rápida administração da polilaminina e um intenso programa de fisioterapia.

A entrevista trouxe à tona a importância de esclarecer as informações sobre a polilaminina, combatendo os mitos que cercam essa pesquisa promissora.


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