Polícia prende braço-direito e operador, mas deixa escapar chefe do CV: o impacto da megaoperação na cúpula da facção
Polícia realiza megaoperação no Complexo do Alemão e Penha, mas chefe do CV foge
O Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, informou que a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha não conseguiu capturar Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca da Penha ou Urso. Doca é uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) e, durante a ação, ao menos 120 pessoas perderam a vida, tornando-se a operação mais letal da história do estado.
O governo do RJ está oferecendo uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à captura de Doca, que possui 20 mandados de prisão em aberto e é considerado um dos chefes do CV.
Durante a operação, foram detidas 113 pessoas, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão do Quitungo, e Nicolas Fernandes Soares, identificado como operador financeiro de Doca. A ação resultou na prisão de indivíduos de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.
Doca permanece foragido após megaoperação
Doca, que é suspeito de chefiar o CV nas ruas, fugiu antes da chegada das autoridades. Informações indicam que ele estava na Serra da Misericórdia e conseguiu escapar. O governo do estado ainda não tem um número exato de identidades dos mortos durante a operação, e as informações estão sendo processadas.
Além de Doca, outros chefes do CV em diferentes estados também foram mencionados, como Alan Barbosa Fonseca, de Feira de Santana, na Bahia. A operação teve um impacto significativo, sendo considerada a mais letal já registrada no RJ.
Números da operação são atualizados
O Secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, confirmou que entre os mortos estão 117 suspeitos e 4 policiais. Moradores da região relataram ter encontrado pelo menos 74 corpos, que foram levados para a Praça São Lucas. O número de mortes relatado pelo governo passou por alterações, gerando incertezas sobre a contagem exata.
Haverá uma perícia para investigar a conexão entre as mortes e a operação, enquanto as autoridades continuam a buscar informações que levem à captura de Doca e à desarticulação da facção.
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