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Polícia dispara gás lacrimogêneo contra manifestantes pró-Irã em Bagdá

Conflito em Bagdá: Gás lacrimogêneo contra manifestantes pró-Irã

A polícia iraquiana utilizou gás lacrimogêneo na noite de domingo (1º de março) para dispersar centenas de manifestantes que se reuniram em frente ao complexo diplomático da Zona Verde, onde se encontra a embaixada dos EUA em Bagdá.

Os manifestantes, muitos deles portando bandeiras iranianas, correram pelas ruas enquanto explosões ecoavam nas proximidades.

Paralelamente, três navios petroleiros foram atingidos no Golfo, resultando na morte de um marinheiro. Em meio à escalada de tensões, o ex-presidente Donald Trump declarou que tomará medidas em resposta às mortes de americanos, prevendo novas baixas.

Trump também sugeriu que os militares deveriam abandonar suas armas, permitindo que a população aproveitasse o momento para agir contra o Irã.

Os países vizinhos do Irã, como Paquistão e Iraque, abrigam as maiores populações muçulmanas xiitas do mundo, após o Irã, e têm sido palco de intensos protestos gerados pelos ataques dos EUA e de Israel.

No domingo, Israel intensificou seus ataques contra Teerã, que respondeu com bombardeios de mísseis, um dia após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei, gerando incertezas sobre a estabilidade no Oriente Médio e a economia global.

Os conflitos entre os EUA, Israel e o Irã têm provocado repercussões em diversos setores, incluindo transporte marítimo e aéreo, além de preocupações sobre o aumento dos custos de energia e interrupções comerciais no Golfo, uma região estratégica.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma nova ofensiva contra o Irã no sábado (28), em um contexto de crescentes tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

O regime iraniano iniciou represálias contra países do Oriente Médio que possuem bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o aiatolá Ali Khamenei foi uma das vítimas dos ataques. Após a confirmação da morte do líder, o Irã ameaçou realizar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a vingança pelos ataques de Israel e dos EUA é um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump advertiu ao Irã que seria melhor não retaliar, prometendo uma força sem precedentes caso isso ocorresse. A escalada de agressões entre as partes continuou ao longo do domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques ao Irã persistirão "de forma ininterrupta durante toda a semana ou pelo tempo necessário para atingirmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO e, de fato, no mundo!".


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