Exploração infantil

Polícia Civil mira exploração sexual infantil em aplicativo de mensagens

Polícia Civil combate exploração sexual infantil em aplicativo de mensagens

A Polícia Civil iniciou a Operação Pueri in Periculum em Niterói com o objetivo de enfrentar a exploração sexual e o assédio de crianças em grupos de mensagens. A ação foi motivada por uma denúncia anônima que revelou a existência de um grupo com 500 membros dedicados ao compartilhamento de conteúdo sexualmente exploratório.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra três administradores do grupo, que incluía alunos de uma escola na Região Oceânica do município.

A investigação começou após a polícia ser alertada sobre crianças de 10 a 11 anos sendo expostas a imagens de exploração sexual, além de conteúdo violento e discriminatório. A delegada Carina Bastos destacou o impacto emocional que essas atividades geraram nas vítimas.

A comunidade virtual identificada pela polícia não se limitava a Niterói e incluía participantes de diversos estados. Os criminosos não apenas compartilhavam materiais impróprios, mas também ameaçavam as crianças para que não deixassem o grupo ou informassem seus pais.

Uma família procurou a delegacia e relatou que conseguiu proteger seu filho de ver as imagens perturbadoras, que estavam causando angustia nas crianças na sala de aula.

A investigação está a cargo da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA-Niterói), que já identificou os três administradores do grupo. A Justiça autorizou a apreensão de celulares dos investigados para coletar evidências e identificar outros possíveis envolvidos.

Há indícios de que crianças de outras escolas também possam ter sido incluídas no grupo, e a delegada acredita que menores possam atuar como administradores para expandir o alcance da comunidade.

A polícia ressalta a importância do monitoramento constante por parte dos pais e responsáveis sobre as atividades online das crianças. Manter um diálogo aberto é essencial para que os menores se sintam seguros em relatar situações suspeitas.

Em casos de indícios de crimes, a orientação é que os responsáveis busquem a Polícia Civil e a direção da escola para que as devidas providências legais sejam tomadas. A delegada enfatizou a necessidade de vigilância contínua, dado o aumento das denúncias desse tipo.


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