Polícia Civil do Rio de Janeiro

Polícia Civil do RJ prende cinco e mira rota de fuzis e drogas ligada ao TCP em três estados

Operação Fim da Rota combate tráfico de fuzis e drogas no RJ e outros estados

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (26/02), a Operação Fim da Rota, visando desmantelar um esquema interestadual de tráfico de fuzis e drogas vinculado ao Terceiro Comando Puro (TCP). Até o momento, cinco indivíduos foram detidos.

As ações ocorrem na capital fluminense, em São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além de cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. O foco é o núcleo logístico e financeiro da organização, que se encarrega da aquisição, transporte e distribuição de armas e entorpecentes entre os estados.

“O Rio de Janeiro não será um corredor de armas e drogas para o crime organizado em nosso país. Estamos integrando inteligência, investigação financeira e ação operacional para atingir aqueles que financiam, coordenam e lucram com essas atividades ilícitas”, declarou o governador Cláudio Castro.

As investigações estão sob a responsabilidade da Delegacia de Combate aos Crimes Organizados e Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). Conforme a polícia, os envolvidos operavam de maneira discreta, sem antecedentes criminais e fora das áreas dominadas pelo tráfico, mantendo uma rotina aparentemente normal para dificultar a identificação.

O operador central da quadrilha atuava como intermediário entre fornecedores no Rio e distribuidores em outros estados. O transporte de fuzis do tipo AR-10 e grandes quantidades de drogas era realizado através de fachadas comerciais. Além disso, a organização recrutava novos integrantes para fortalecer sua cadeia logística.

A polícia informou que o grupo utilizava comunicação criptografada e veículos adaptados com compartimentos ocultos para esconder armas e entorpecentes. No âmbito financeiro, o esquema recorria a transferências via Pix, depósitos em contas de pessoas físicas e jurídicas, empresas de fachada, agiotagem e fracionamento de valores para mascarar a origem dos recursos.

Conforme a investigação, a liderança coordenava as atividades a partir do Complexo da Maré, articulando fornecedores e distribuidores nos três estados. A operação está cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão, com o apoio da Core, do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e das polícias civis de Minas Gerais e Espírito Santo.


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