Polícia Civil apreende adolescente acusado de liderar estupro coletivo no Rio
Jovem de 17 Anos Lidera Estupro Coletivo em Copacabana
Investigação aponta jovem de 17 anos como "mente por trás" do crime
Copacabana, RJ - A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu nesta sexta-feira (6) o adolescente de 17 anos acusado de liderar estupro coletivo de uma jovem da mesma idade ocorrido em janeiro, no bairro de Copacabana, zona sul da capital fluminense.
Com a apreensão, todos os cinco suspeitos de participação no crime passam a estar sob custódia das autoridades. A defesa do jovem não foi localizada até o momento, e a Polícia Civil não informou se ele já constituiu advogado.
De acordo com informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o jovem teria desempenhado papel central no episódio. Para o investigador, ele foi "a mente por trás" do crime. Conforme depoimentos colhidos pela polícia, o jovem mantinha um relacionamento com a vítima e teria sido responsável por atraí-la até o apartamento onde ocorreu o suposto estupro.
A Defesa do Jovem
A defesa do adolescente não foi localizada até o momento, e a Polícia Civil não informou se ele já constituiu advogado. Ainda na quinta-feira, após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público e expedir o mandado de internação, agentes realizaram buscas em dois endereços ligados ao jovem — em Copacabana e no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio —, mas ele não foi encontrado.
Consequências Legais
Antes da apreensão do adolescente, quatro outros investigados já haviam sido presos ou se apresentado à polícia ao longo da semana. Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho foram detidos na terça-feira (3), enquanto Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti se entregaram na quarta-feira (4), sendo que Bruno Felipe também compareceu à delegacia de Belford Roxo.
Entre as defesas já manifestadas, o advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo, afirmou que seu cliente é inocente. Segundo ele, o jovem nega ter participado do suposto estupro, embora estivesse no local. A defesa de João Gabriel, conduzida pelo advogado Rafael de Piro, também rejeitou a acusação e questionou declarações da polícia sobre lesões apresentadas pela vítima.
Procuras
Os quatro suspeitos maiores de idade responderão pelo crime de estupro, enquanto o adolescente deverá responder por ato infracional análogo ao mesmo crime. A apreensão do jovem ocorreu após um episódio de tensão entre a Polícia Civil e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Investigação Continua
A investigação apura mais um caso de estupro coletivo ocorrido em 2023, que também teria contado com a participação e liderança do mesmo adolescente. Na ocasião, tanto o jovem quanto a vítima tinham 14 anos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a dinâmica do crime teria sido semelhante: o adolescente teria atraído a jovem, com quem mantivesse relacionamento, para um apartamento onde outros suspeitos já estariam presentes.
← Voltar para as notícias