Polêmica no carnaval: após rebaixamento, presidente de honra da Inocentes denuncia venda de vagas e associação criminosa
Polêmica no carnaval: presidente de honra da Inocentes faz denúncias após rebaixamento
A Polícia Civil agora solicita que Reginaldo Gomes apresente documentos e sugira testemunhas para o andamento do inquérito.
No dia seguinte ao rebaixamento da Inocentes de Belford Roxo — que terminou na penúltima colocação da Série Ouro — o presidente de honra da agremiação, Reginaldo Gomes, registrou uma ocorrência na Polícia Civil. Ele acusou o carnaval de estar sob a influência de uma associação criminosa. A LigaRJ, responsável pela Série Ouro, se manifestou, afirmando que todas as decisões sobre a divisão do carnaval foram tomadas em Assembleia Geral, com a participação de representantes das agremiações e registradas em cartório, respeitando o estatuto da liga.
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), onde a queixa foi protocolada, agora pede que o dirigente retorne com a documentação e sugestões de testemunhas para avançar nas investigações. Fontes do GLOBO indicam que Gomes denuncia a venda de vagas na Série Ouro.
Com um desfile que abordou a influência russa no frevo pernambucano, a escola desfilou na primeira noite da Série Ouro e, durante a apuração, ficou na 14ª colocação, resultando em seu rebaixamento para a Série Prata, a terceira divisão do carnaval carioca.
Em um vídeo gravado na porta da delegacia, Reginaldo expressou seu desejo de buscar a "transparência" e a "lisura" no carnaval. Com o registro em mãos, ele planeja procurar a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a Câmara Municipal e o Ministério Público, almejando que o grupo mencionado por ele seja investigado.
— Essa quadrilha que comanda o carnaval, hoje, está com os dias contados — afirmou Reginaldo.
Após a apuração, Rodrigo Gomes, filho de Reginaldo e também presidente de honra da Inocentes, utilizou as redes sociais para se manifestar. Ele destacou sete agremiações, as quais classificou como "intocáveis do samba", insinuando que seriam favorecidas por dirigentes do carnaval.
"Só para refrescar a memória. Ano passado, três dessas escolas pegaram fogo. O que aconteceu? Estão aí!", comentou Rodrigo, referindo-se a Império Serrano, Unidos de Bangu e Unidos da Ponte, que não foram punidas após um incêndio em uma fábrica de fantasias. Este ano, a Unidos do Jacarezinho também sofreu dois incêndios, mas conseguiu desfilar.
A LigaRJ ressaltou que Reginaldo Gomes já foi parte da liga e participou ativamente de decisões enquanto esteve na entidade. Ele também presidiu a antiga Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso (Lesga), um mandato que, segundo a liga, foi alvo de muitos questionamentos na época. O posicionamento da liga conclui destacando que mantém uma postura de respeito e diálogo.
O carnaval no Rio registrou 731 prisões, e o governo estadual informou que 30% dos detidos já foram liberados.
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