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PM achada com tiro na cabeça em SP avisou que pediria divórcio de tenente-coronel 5 dias antes

Morte de soldado da PM em SP gera controvérsias sobre suicídio

A morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça, está sendo reavaliada após denúncias de um relacionamento abusivo. O marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, alega que a esposa se suicidou minutos após informar sua intenção de se separar.

No entanto, a família de Gisele contesta essa versão, afirmando que o oficial mantinha um controle excessivo sobre sua vida, incluindo suas roupas e relacionamentos.

Cinco dias antes da tragédia, Gisele havia expressado o desejo de se divorciar e pediu ajuda ao pai para sair de casa. A família aguarda que o caso seja tratado como feminicídio, citando um vídeo ameaçador enviado pelo marido.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de São Paulo está investigando a morte da soldado de 32 anos, que ocorreu no dia 18 de fevereiro no bairro do Brás. Gisele foi encontrada no apartamento que compartilhava com o tenente-coronel.

Embora o oficial tenha chamado a polícia e relatado o incidente, a reclassificação do caso se deu após relatos familiares sobre o comportamento controlador e abusivo do marido.

Denúncias de abuso e controle

Parentes de Gisele afirmam que, após o casamento em 2024, houve uma mudança significativa em seu comportamento. Gisele enfrentava restrições severas, como a proibição de usar roupas específicas e manter contato com a família. Sua filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior, também presenciou episódios de violência psicológica.

Cinco dias antes de sua morte, Gisele comunicou a intenção de se separar e pediu socorro ao pai. A família revelou que o tenente-coronel enviou um vídeo ameaçador, onde apontava uma arma para si mesmo, insinuando consequências graves caso Gisele optasse pela separação.

Expectativa de justiça

A família de Gisele deseja que a investigação considere as evidências de abuso. "Foi uma tragédia anunciada. Vamos buscar a justiça", afirmou um familiar. Gisele estava em um momento profissional promissor e se preparava para atuar no Tribunal de Justiça Militar, um dos seus sonhos.

A Polícia Civil continua a investigação, e a família aguarda laudos periciais que possam esclarecer as circunstâncias da morte. O tenente-coronel pediu permissão para retornar ao apartamento após o incidente, o que gerou mais desconfiança entre os familiares.

Até o momento, não houve retorno do tenente-coronel sobre os questionamentos da imprensa, e a investigação segue em andamento.


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