Pleno, Reag e Will: entenda as 8 liquidações em torno do caso do Banco Master
Oito liquidações extrajudiciais afetam instituições ligadas ao Banco Master
Nos últimos meses, oito instituições financeiras relacionadas ao Banco Master enfrentaram processos de liquidação extrajudicial, conforme determinado pelo Banco Central. O período de 18 de novembro a 18 de fevereiro foi marcado por essas medidas, com a mais recente ocorrendo na manhã de quarta-feira, 18, afetando a Pleno.
A liquidação extrajudicial é um regime destinado a interromper as operações de uma instituição e retirá-la do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Essa ação é aplicada quando a interrupção não compromete a estabilidade financeira do sistema.
Após a liquidação, é instaurado o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), que visa preservar o funcionamento da instituição e possibilitar soluções de mercado, como transformações ou transferências de controle acionário.
As primeiras liquidações atingiram as principais empresas do conglomerado, incluindo Banco Master S.A., Banco Master de Investimento S.A., Banco Letsbank S.A. e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. Todas foram liquidadas em 18 de novembro, um dia após a prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Master, em uma investigação sobre fraudes e a possível fabricação de carteiras de crédito falsas.
O Banco Central justificou a liquidação devido à "grave crise de liquidez do Conglomerado Master" e a "significativa deterioração da sua situação econômico-financeira", além de "graves violações às normas que regem as instituições do SFN".
Em janeiro, a Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. também foi alvo da liquidação. A Reag era considerada a gestora utilizada pelo Banco Master em um esquema de desvio de recursos, onde o banco emprestava dinheiro a empresas que aplicavam os fundos em ativos sem valor real.
A Reag também foi investigada na Operação Carbono Oculto, uma grande operação do Ministério Público de São Paulo contra fraudes no setor de combustíveis.
O Banco Central afirmou que continuará a apurar responsabilidades e que as investigações podem resultar em medidas administrativas e comunicação às autoridades competentes, além de tornar indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores.
Em janeiro, a Will Financeira S.A. também foi liquidada após não conseguir cumprir as obrigações financeiras, levando à sua insolvência. A empresa estava sob Regime Especial de Administração Temporária desde novembro.
A liquidação da Pleno foi motivada pelo comprometimento de sua situação econômico-financeira, que envolveu deterioração da liquidez e inobservância das normas do Banco Central. A Pleno era controlada por Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Até o momento, as liquidações ocorreram nas seguintes datas:
Banco Master S.A. – 18 de novembro
Banco Master de Investimento S.A. – 18 de novembro
Banco Letsbank S.A. – 18 de novembro
Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários – 18 de novembro
Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. – 15 de janeiro
Will Financeira S.A. – 21 de janeiro
Banco Pleno S.A. – 18 de fevereiro
Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. – 18 de fevereiro.
*Com informações do Estadão Conteúdo*
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