Marcos Rogério

PL terá candidatura própria ao Governo de Rondônia, diz senador

PL terá candidatura própria ao Governo de Rondônia

BRASÍLIA (DF) – O vice-líder da oposição no Senado, senador Marcos Rogério (PL-RO), afirmou nesta segunda-feira, 2, que o Partido Liberal (PL) lançará candidatos ao governo de Rondônia e ao Senado. Contudo, ele não revelou se será o nome à frente da chapa que competirá contra o grupo do atual governador, Coronel Marcos Rocha, que recentemente trocou o União Brasil pelo PSD, partido do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Para Rogério, essa mudança não afetará os planos do PL de ter uma candidatura própria no estado.

Atualmente, Marcos Rogério está em seu último ano de mandato como senador e aparece como uma das principais opções nas pesquisas para o governo de Rondônia e para o Senado. Ele foi derrotado nas eleições de 2022 por Marcos Rocha, que foi reeleito. Há expectativas de que Rogério se lance como candidato a governador, embora isso contrarie a estratégia nacional do PL, que visa eleger o maior número de senadores em 2026. O partido já conta com outro nome para o Senado, o produtor rural Bruno Scheidt, que é o atual presidente da sigla em Rondônia.

“O PL terá candidatura própria ao governo de Rondônia e ao Senado da República. O PL está se organizando em todos os estados e no Distrito Federal para ter candidatos. As discussões sobre os nomes estão em andamento, mas já podemos afirmar que teremos candidatura própria”, declarou.

Em Rondônia, tanto o governador quanto o senador Marcos Rogério são apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado.

Na última sexta-feira, 30, Kassab anunciou a filiação de Marcos Rocha ao PSD, uma movimentação que já era esperada pela imprensa de Rondônia desde o ano passado. A expectativa é que Rocha se candidate ao Senado e apoie a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, para sua sucessão.

Em 12 de janeiro deste ano, Rocha havia afirmado que permaneceria no cargo para impedir que seu vice, Sérgio Gonçalves, assumisse a posição. Com a mudança de partido, agora se espera que o governador reavalie essa decisão.

Para Marcos Rogério, a escolha de Rocha por um partido de direita ou centro-direita é uma decisão pessoal e não afeta as estratégias do PL em Rondônia. “Não posso opinar sobre a escolha pessoal dele, foi uma decisão que ele tomou. Acredito que ele optou por um movimento político que se identifica com ele. Mas isso não interfere na posição do PL”, comentou. Ao ser questionado sobre qual candidatura escolherá nas eleições de 2026, Rogério manteve o mistério: “Em breve, Rondônia saberá”, concluiu.

Conforme informações do portal “Tudo Rondônia”, a saída do governador do União Brasil se deu pelo fato de ele não ter conseguido o controle da legenda no estado, que atualmente é liderada pelo deputado federal Maurício Carvalho, com Júnior Gonçalves no comando. Júnior é ex-secretário da Casa Civil e irmão do vice-governador Sérgio Gonçalves, que é um desafeto atual de Marcos Rocha.


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