PIB reforça acomodação da economia e favorece corte de juros, diz Inter
PIB evidencia acomodação econômica e favorece corte de juros, segundo Inter
Os dados do PIB (Produto Interno Bruto) referentes ao quarto trimestre e ao acumulado de 2025 destacam a acomodação da economia brasileira, favorecendo uma possível redução nas taxas de juros, conforme relatório divulgado pelo Inter nesta terça-feira (3).
A economia nacional apresentou um crescimento de 2,3% no último ano, uma desaceleração em relação a 2024. Entre outubro e dezembro, a variação foi de 1,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
"Embora o crescimento do setor agropecuário e da indústria extrativa voltada para exportação tenha sido um ponto positivo, a demanda interna mais fraca sugere um cenário propício para o início da flexibilização da política monetária, mesmo com o aumento do risco externo devido à recente alta dos preços do petróleo", afirma a instituição.
O PIB dos serviços registrou uma alta de 0,8% no quarto trimestre de 2025, segundo dados do IBGE.
Na véspera da divulgação dos dados do PIB, mercado, Banco Central e governo previam uma desaceleração.
O BC revisou a projeção de crescimento do PIB para 2% em 2025, influenciado por tarifas.
Recentemente, o preço da commodity se disparou em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, gerando preocupações sobre os impactos nos índices de inflação e nos preços globais.
O Inter observa que, do lado da despesa, a demanda interna desacelerou, com o consumo das famílias mantendo-se estável e investimentos apresentando uma queda acentuada de 3,5%. "Embora o consumo do governo tenha crescido 1%, essa é uma movimentação insustentável a longo prazo, considerando o déficit fiscal estrutural", comenta.
Em 2025, os principais destaques foram do setor agropecuário, que teve um crescimento expressivo de 11,7%, impulsionado pela produção de soja, e da indústria extrativa, que cresceu 8,6% no ano, liderada por petróleo e gás, conforme apontado pelo Inter.
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