PGR pede fim de medidas cautelares impostas a ex-assessor de Bolsonaro e advogado
PGR solicita o fim das medidas cautelares a ex-assessor de Bolsonaro e advogado
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para encerrar as medidas cautelares impostas a Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e ao advogado Amauri Feres Saad.
Tércio foi identificado pela Polícia Federal (PF) como parte do “gabinete do ódio”, enquanto Amauri é acusado de ajudar na elaboração de documentos conhecidos como “minutas golpistas”, segundo investigadores e veículos de imprensa.
O pedido da PGR será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos relacionados a uma suposta “trama golpista”.
Apesar de terem sido indiciados pela PF, tanto Tércio Arnaud Tomaz quanto Amauri Feres Saad não foram incluídos no relatório da PGR que denunciou Bolsonaro e mais 33 pessoas ao STF.
A PGR imputa aos denunciados crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Gonet argumenta que não há mais justificativa para manter as medidas cautelares contra Tércio e Amauri, solicitando a devolução de bens apreendidos durante a investigação, incluindo celulares, computadores e passaporte.
Além disso, Gonet pede o fim da proibição de contato entre Tércio e Amauri com outros investigados.
“Quanto às medidas cautelares impostas, o juízo sobre a investigação foi exercido, e a denúncia foi oferecida a investigados específicos. Em relação aos demais, a possibilidade de denúncia permanece, dependendo de novos elementos que possam surgir. Os elementos atuais não justificam a continuidade das medidas cautelares contra o investigado”, afirma parte do pedido.
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