Chico Rodrigues

PGR pede arquivamento de investigação contra senador flagrado com dinheiro na cueca

PGR solicita arquivamento de inquérito contra senador

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF o arquivamento parcial da investigação contra Chico Rodrigues (PSB-RR), que foi flagrado com dinheiro na cueca em 2020. A justificativa é a falta de provas suficientes. A investigação, que surgiu em 2020 e resultou na Operação Desvid-19, investigava o desvio de recursos durante a pandemia. A PGR sugere que partes do inquérito sejam encaminhadas à Justiça de Roraima para apuração de responsabilidades locais.

No pedido, apresentado em 28 de dezembro ao ministro Flávio Dino, a PGR argumenta que não existem indícios mínimos para justificar o prosseguimento do inquérito. O Ministério Público propõe o arquivamento da suspeita de tentativa de ocultação de valores durante um mandado de busca e apreensão na residência do senador.

Os elementos colhidos não demonstraram "tipicidade penal suficiente" para sustentar a acusação, segundo a PGR. O pedido também inclui o suposto uso de assessoras parlamentares em demandas de interesse privado, ligadas a um escritório de apoio político e a estruturas empresariais da família do parlamentar.

O procurador-geral, Paulo Gonet, destacou que a conexão inicial entre o senador e os eventos investigados não se sustenta após as diligências realizadas.

A investigação começou em 2020 após relatos de um ex-dirigente da Secretaria de Saúde de Roraima e levou à deflagração da Operação Desvid-19. Durante a operação, o senador foi encontrado com R$ 33.150 escondidos na cueca. Ele sempre negou irregularidades e alegou que o dinheiro seria para pagar funcionários, justificando que o ocultou por pânico.

Além disso, a PGR propõe o arquivamento de alegações sobre irregularidades no transporte de equipamentos de proteção individual adquiridos pela Secretaria de Saúde de Roraima. A manifestação afirma que não houve confirmação de que aeronaves da Força Aérea Brasileira foram acionadas, e não foram identificados indícios de desvio de finalidade ou favorecimento ilícito.

A PGR também defendeu o envio de partes do inquérito à Justiça de Roraima, para que casos que não envolvem autoridades com foro no Supremo sejam desmembrados e investigados em primeira instância. A manutenção desses trechos no STF não se justifica, segundo a Procuradoria.

Agora, cabe ao ministro Flávio Dino decidir sobre o acolhimento ou não do pedido de arquivamento referente ao senador e aos demais aspectos da investigação.


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