PGR defende suspensão de medidas cautelares contra os bolsonaristas Tércio Arnaud e Amauri Saad
PGR solicita suspensão de medidas cautelares a favor de Tércio Arnaud e Amauri Saad
A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam suspensas as medidas cautelares impostas a Tércio Arnaud Tomaz e Amauri Feres Saad, ambos associados ao bolsonarismo e investigados pela suposta trama golpista.
O pedido inclui a devolução de passaportes, celulares e computadores da dupla, que, apesar de terem sido investigados pela Polícia Federal, não foram denunciados pelo órgão.
As interpretações sobre o envolvimento de Tércio e Saad na alegada conspiração diferem entre a PGR e a PF. Enquanto a PF indicou que Tércio estava envolvido na disseminação de notícias falsas e ataques a opositores, Saad foi descrito como um dos "mentores intelectuais" do documento encontrado na residência do ex-ministro Anderson Torres.
A PGR, no entanto, concluiu que o relatório da PF não apresentava provas suficientes para justificar denúncias contra eles. Essa situação os coloca entre os poucos indiciados pela PF que não enfrentaram acusações formais no STF.
Diante da ausência de denúncias, a PGR manifestou ao STF seu apoio à liberação dos materiais apreendidos. O órgão também solicitou a revogação da proibição de contato entre Tércio e Saad e outros investigados no caso.
Em sua manifestação, a PGR afirmou que a análise dos elementos até o momento não justifica a continuidade das medidas cautelares. O procurador-geral Paulo Gonet ressaltou que a apreensão dos itens não implica que sejam produtos de crime, e a análise realizada pela PF torna a manutenção dos bens em depósito desnecessária.
O desdobramento deste caso está sob avaliação do ministro Alexandre de Moraes.
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