PF vai ao STF por suposta entrada simulada de Filipe ...
A Polícia Federal enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, contendo novas informações sobre o ex-assessor presidencial Filipe Garcia Martins Pereira. O documento foi protocolado em 20/10 e aborda a investigação sobre a suposta entrada de Martins nos Estados Unidos em 30/12/22.
De acordo com o relatório, a PF encontrou o nome de Filipe Martins em uma lista de passageiros de um voo presidencial com destino a Orlando, informação obtida durante a análise de materiais apreendidos na investigação relacionada a Mauro Cid. No entanto, a corporação indicou que a entrada registrada pode ter sido simulada.
O ofício menciona que, após consulta ao DHS - Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, foi confirmado o registro de entrada de Martins no país.
Entretanto, uma nota divulgada pelo CBP - Customs and Border Protection em 10/10 apontou que a inserção dos dados no sistema pode ter ocorrido em um procedimento migratório diferenciado, comumente utilizado por comitivas presidenciais, onde os integrantes não passam fisicamente pelo controle de fronteira.
A PF também relatou que, durante a Operação Tempus Veritatis, Martins declarou ter passado um período sabático em cidades como São Paulo e Balneário Camboriú/SC, hospedando-se em imóveis temporários. Durante uma diligência na casa dos pais do investigado, em Votorantim/SP, a família teria fornecido informações falsas, alegando que ele residia no exterior.
Diante dessas evidências, a PF sugeriu a Moraes a abertura de um procedimento apuratório específico para investigar a possível fraude na inserção dos dados migratórios.
O delegado Fábio Alvarez Shor, responsável pelo documento, destacou que o episódio pode estar vinculado a práticas de desinformação e obstrução da Justiça, semelhantes às observadas no inquérito da “milícia digital”.
Em desdobramentos recentes, Moraes determinou a prisão de Filipe Martins por ter acessado o LinkedIn, desrespeitando uma cautelar que proibia o uso de redes sociais.
Moraes concedeu um prazo de 24 horas para Martins justificar sua atividade na plataforma, sob pena de prisão preventiva.
Além disso, a PGR solicitou ao STF a reabertura do caso sobre a suposta interferência de Bolsonaro na PF, após a corporação ter concluído, durante o governo anterior, que não houve ingerência política, recomendando o arquivamento do caso.
O STF também iniciou um inquérito para investigar Eduardo Bolsonaro, com Moraes como relator, atendendo a um pedido da PGR que aponta uma possível tentativa de coação e atentado contra o Estado Democrático de Direito.
Por fim, o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-ministros de Estado foram indicados pela Polícia Federal em uma investigação que ocorreu na última quinta-feira, 21.
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