Filipe Martins

PF prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro condenado na trama golpista

A prisão de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após Martins descumprir restrições ao acessar redes sociais. Condenado a 21 anos por tentativa de golpe e outros crimes, ele estava sob prisão domiciliar.

A defesa de Martins alegou que o acesso ao LinkedIn foi realizado para fins de defesa e não configuraria violação das proibições impostas. No entanto, Moraes considerou que esse ato demonstrou desrespeito pelas normas legais e instituições democráticas.

Martins foi preso em sua residência em Ponta Grossa (PR). O ministro do STF afirmou que o ex-assessor infringiu as medidas restritivas ao acessar a rede social. A defesa argumentou que, desde a prisão de Martins em fevereiro de 2024, eles gerenciam suas contas e utilizam o LinkedIn para coletar informações relevantes à defesa.

Os advogados sustentaram que a proibição deveria se aplicar apenas a publicações e não a acessos para pesquisa. Contudo, Moraes determinou que a violação das normas justificava a prisão preventiva.

O advogado Jeffrey Chiquini contestou a decisão, afirmando que Martins não havia descumprido nenhuma medida cautelar e que sua detenção era injustificada. Ele destacou que Martins vinha cumprindo as condições impostas há mais de 600 dias sem advertências.

A prisão de Martins foi motivada pela preocupação com o risco de fuga, especialmente após a condenação no STF. Essa medida foi estendida a outras nove pessoas envolvidas na mesma trama golpista, em resposta à recente fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasquez.

A situação gerou um intenso debate sobre a interpretação das restrições impostas e a aplicação das normas legais em casos de figuras públicas envolvidas em processos judiciais.


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