Antônio Camilo Antunes

PF prende filho do "careca do INSS" em nova fase de operação contra fraudes

PF prende filho do "careca do INSS" em nova fase de operação

Nesta quinta-feira, 18 de outubro, a Polícia Federal prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, o conhecido "careca do INSS". Este último já havia sido detido em setembro por envolvimento no mesmo esquema.

A operação está cumprindo um total de 52 mandados de busca e apreensão, além de 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, todas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

As ações estão sendo realizadas em diversos estados, incluindo São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

O objetivo desta fase da operação é esclarecer práticas criminosas, como a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, a constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

A CNN Brasil tenta contato com os mencionados, mantendo espaço aberto para manifestações.

Antônio Carlos Camilo Antunes é acusado de operar um esquema que desvia recursos de aposentados e pensionistas do INSS. Segundo as investigações, ele atuava como intermediário de sindicatos e associações, recebendo recursos debitados indevidamente e repassando parte para servidores do Instituto, além de familiares e empresas ligadas a eles.

Relatórios indicam que Antunes é sócio de 22 empresas, algumas das quais estariam envolvidas nas fraudes, funcionando como intermediárias. Até o momento, pessoas físicas e jurídicas associadas ao "careca do INSS" teriam recebido R$ 53.585.689,10 diretamente de entidades associativas ou por meio de suas empresas.

Relembre a operação Sem Desconto

A primeira fase da operação Sem Desconto foi iniciada pela PF e pela Controladoria-Geral da União em 23 de abril deste ano, revelando um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Na época, as investigações estimaram que as fraudes poderiam chegar a aproximadamente R$ 6 bilhões. Desde então, pelo menos 18 pessoas foram presas, incluindo políticos e empresários.

Com a ação realizada hoje, já são nove fases da operação conduzidas pela Polícia Federal.


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