lavagem de dinheiro

PF investiga Bacellar por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a frigorífico em Campos dos Goytacazes

Polícia Federal investiga Rodrigo Bacellar por lavagem de dinheiro

A Polícia Federal está conduzindo uma investigação contra Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj, por suspeitas de lavagem de dinheiro e possível associação oculta a um frigorífico em Campos dos Goytacazes.

Mensagens capturadas em celulares apreendidos durante a prisão de Bacellar, no contexto de outra investigação, revelam que ele pode ter um papel significativo no Frigorífico Grandbull. Uma das mensagens diz: "Preciso de um aporte financeiro para o frigorífico."

Além disso, a evolução patrimonial de Bacellar, que saltou de R$ 85 mil em 2018 para R$ 793 mil em 2022, está sendo analisada pela PF. A defesa do presidente afastado refutou as alegações, considerando-as "ilações".

A investigação foi desencadeada após a perícia nos celulares que apontou indícios sobre a atuação oculta de Bacellar no frigorífico, cuja propriedade formal é de Jansens Calil Siqueira. A PF menciona que o capital social da empresa ultrapassa R$ 5 milhões.

Em mensagens trocadas entre Bacellar e Siqueira, há indícios de que o advogado buscava apoio financeiro do político em momentos críticos. Em uma comunicação, Bacellar enviou um parecer do Ministério Público que menciona sua possível participação como sócio oculto na empresa.

A Polícia Federal também investiga se Bacellar utilizou sua influência para facilitar um empréstimo substancial concedido pela Agência de Fomento do Estado do Rio (AgeRio) ao frigorífico.

Outro foco da investigação é a discrepância entre o patrimônio declarado por Bacellar e suas fontes de renda, levantando questionamentos sobre a legitimidade de seus ganhos.

Estão sob análise, além do frigorífico, um terreno de 70 mil metros quadrados em Campos e dois apartamentos de alto padrão, localizados em Copacabana e Leme.

Anteriormente, o Ministério Público Estadual havia investigado Bacellar em relação ao frigorífico, mas o caso foi arquivado.

Com as novas evidências extraídas dos celulares, a PF reabriu a investigação sobre a possível lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A defesa de Bacellar criticou a ação da polícia, alegando que se trata de uma tentativa de criar novos fatos sem fundamento.

Até o fechamento desta matéria, não houve retorno do advogado Jansens Calil Siqueira ou do Frigorífico Grandbull.


← Voltar para as notícias