PF faz buscas em gabinete de desembargador da Justiça de Alagoas
PF realiza operação em gabinete de desembargador alagoano
A Polícia Federal (PF) iniciou hoje (4) a Operação Pecunia Non Olet, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). O desembargador Celyrio Adamastor Tenório Accioly é um dos principais alvos da ação.
Na manhã de hoje, agentes da PF estão cumprindo um mandado de busca e apreensão no gabinete do desembargador, localizado na sede do TJAL. Outros 14 mandados estão sendo executados em Maceió e Curitiba.
De acordo com a PF, há indícios de que o magistrado teria adiados julgamentos e proferido decisões favoráveis a uma empresa do setor educacional em troca de pagamentos relacionados a despesas pessoais. A investigação aponta a participação de agentes públicos e advogados na operação.
“Se a participação for confirmada, os envolvidos poderão ser responsabilizados por crimes de corrupção ativa e passiva, além de advocacia administrativa, que ocorre quando agentes públicos promovem interesses ilegítimos, solicitando atrasos ou omissões de atos de ofício, em desacordo com as normas legais”, informou a PF em comunicado.
Em um comunicado por email, o vice-presidente em exercício do TJAL, desembargador José Carlos Malta Marques, confirmou a presença da PF no tribunal e ressaltou que "a corte estadual colaborou com a missão dos agentes públicos, facilitando o acesso aos locais, setores e documentos necessários para a apuração das informações solicitadas".
Accioly começou sua carreira na magistratura em 1986, atuando em diversas comarcas do interior de Alagoas e também na Justiça Eleitoral, antes de ser nomeado desembargador em 2016, com base no critério de antiguidade. Ele também ocupou o cargo de vice-presidente do TJAL no biênio 2017-2018.
*Matéria atualizada no dia 5/11 para incluir o posicionamento do TJAL.*
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