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Petrobras, PRIO e Brava sobem até 5% com salto do petróleo em meio a conflito no Irã

Ações de petroleiras sobem até 5% com alta do petróleo após conflito no Irã

02/03/2026 18h50

Atualizado 40 minutos atrás

As ações de empresas do setor de petróleo na Bolsa tiveram incrementos expressivos nesta segunda-feira (2), impulsionadas pela valorização do petróleo em decorrência dos conflitos envolvendo os EUA e Israel com o Irã. PRIO (PRIO3, R$ 57,28, +5,12%), Brava (BRAV3, R$ 19,17, +2,84%), Petrobras (PETR3, R$ 44,71, +4,63%; PETR4, R$ 41,13, +4,58%) e PetroRecôncavo (RECV3, R$ 12,73, +3,33%) apresentaram avanços que variaram entre 2,5% e 5,5%.

O aumento do conflito no Oriente Médio contribuiu para a elevação dos preços do petróleo, influenciando diretamente as ações do setor.

Os contratos futuros do petróleo Brent atingiram um crescimento de até 13%, alcançando US$ 82,37 por barril, o maior patamar desde janeiro de 2025, antes de fechar com um aumento de US$ 4,87, ou 6,7%, a US$ 77,74 por barril. O valor disparou após o fechamento do mercado, após a Guarda Revolucionária do Irã anunciar que incendiaria qualquer embarcação que tentasse transitar pelo Estreito de Ormuz.

Em análise, Regis Cardoso, responsável pela área de óleo, gás e petroquímicos da XP, ressalta a importância de observar a incerteza em relação aos desdobramentos futuros, afirmando que neste momento, apenas análises de cenários podem ser realizadas.

Embora a possibilidade de interrupção da produção de petróleo no Irã seja relevante, o principal risco está na propagação do conflito na região e no impacto que isso pode ter sobre os fluxos comerciais pelo Estreito de Ormuz a longo prazo.

"Devem ser consideradas duas dimensões principais: (i) o escopo e (ii) a duração do conflito. Pode haver uma resolução diplomática que alivie as tensões, mas a situação também pode se agravar, resultando em um conflito regional que prolongue a interrupção do fluxo de petróleo", avaliou.

No atual cenário, as ações de exploração e produção devem se beneficiar com a alta dos preços do Brent.

Analistas do Bradesco BBI identificam Petrobras e PetroRecôncavo como as companhias mais bem posicionadas para aproveitar os ganhos de curto prazo.

O barril do Brent era negociado a US$ 80,58 na abertura dos mercados, e para cada aumento de US$ 10/bbl no Brent, estima-se que os FCFE yields (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre) aumentem em cerca de 10 pontos percentuais para a Brava (BRAV3), 6 pp para a PetroRecôncavo (RECV3) e 5 pp para PRIO (PRIO3) e Petrobras (PETR3; PETR4).

"Ao analisarmos as empresas sob nossa cobertura, continuamos a preferir PRIO e Petrobras, que são as menos alavancadas em relação aos preços altos do petróleo, oferecendo o melhor equilíbrio entre risco e retorno", conclui a equipe da XP.

O Bradesco BBI destaca que a principal incerteza reside na duração e intensidade do conflito. Se o Estreito de Ormuz permanecer parcialmente comprometido e o prêmio geopolítico se mantiver, há espaço para uma elevação nos preços do petróleo no curto prazo, um movimento que os EUA monitoram de perto devido ao seu potencial impacto na inflação.

O efeito sobre as empresas analisadas dependerá da relação entre a alta do Brent e o aumento dos custos de frete e seguro. Companhias mais expostas ao preço à vista e com menor proteção via hedge, como Petrobras, PRIO e PetroRecôncavo, têm mais chances de capturar eventuais altas do petróleo.

Por outro lado, empresas com maior cobertura de hedge, como Brava Energia, podem sentir um efeito mais moderado no curto prazo. "Aumentar a exposição ao setor com base em um evento cuja duração ainda é incerta pode representar um movimento taticamente arriscado", finaliza.


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