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Petistas usam foto de CPMI para dizer que tinham maioria em votação sobre Lulinha

Petistas utilizam imagem da CPMI para afirmar que tinham maioria em votação sobre Lulinha

26/02/2026 19h56

Atualizado há 4 minutos

A votação de um conjunto de 87 requerimentos, que inclui a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luis, filho mais velho do presidente Lula, e de um ex-sócio do Banco Master, gerou um imbróglio político entre parlamentares governistas e opositores.

Os pedidos foram aprovados em bloco, gerando protestos de “golpe” e “fraude” por parte dos parlamentares petistas, que apresentaram fotos da sessão para tentar convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a anular a votação.

Nas imagens, aparecem 14 parlamentares contrários à aprovação dos requerimentos, o que, segundo os governistas, seria suficiente para barrá-los. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contesta essa contagem, alegando que está incorreta.

Após a quebra de sigilo na CPMI, deputados pedem prisão e extradição de Lulinha. A representação, assinada por 47 parlamentares, menciona o risco de evasão, e a CPMI aprovou a quebra de sigilo do filho de Lula.

Viana afirmou que não tomará ações políticas contra ninguém após a quebra de sigilo de Lulinha, mas comemorou o que classificou como uma “vitória” contra o governo.

O imbróglio teve início quando, após articulação dos governistas, a comissão decidiu votar os 87 itens da pauta em um único bloco, em vez de um por um, como solicitado pela oposição. A primeira votação foi nominal, resultando em 18 a 12, com alguns parlamentares participando de forma virtual.

Naquele momento, a expectativa era de que a oposição seria derrotada novamente em sua tentativa de direcionar as atenções da CPI para as movimentações financeiras de Fábio Luis. Para se defender das críticas de que atuavam para “blindar” investigados, os petistas alegaram que iriam bloquear a pauta até que Viana colocasse em votação requerimentos sobre as contas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de governadores como Ibaneis Rocha (Distrito Federal) e Cláudio Castro (Rio).

Após a decisão de votar os pedidos em bloco, deputados e senadores começaram a deliberação sobre a aprovação. Viana informou que, diferente da primeira, aquela votação seria simbólica, ou seja, os contrários teriam que se levantar, enquanto os favoráveis permaneceriam sentados.

A confusão começou quando quatorze parlamentares governistas se manifestaram contra, mas Viana contou apenas sete e decretou a aprovação dos requerimentos. Apesar do erro na contagem — posteriormente admitido por Viana —, o debate sobre qual era o quórum válido da sessão continuou.

Viana e a oposição afirmam que o quórum correto era o de 31 parlamentares, registrados na primeira votação. Segundo ele, as deliberações foram feitas de forma “conjunta”, e, portanto, mesmo com 14 votos contrários, os governistas não conseguiram a maioria.

Na visão do PT, por ser simbólica, a votação considerava apenas o quórum dos parlamentares presentes naquele momento, que, segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder dos governistas na comissão, somava 21, o que garantiria a vitória dos petistas.

Pimenta acusou: “O que ocorreu foi uma fraude na contagem de votos. Foi uma ação deliberada do presidente da comissão, e vamos deliberar no Conselho de Ética contra ele por violação de um resultado de votação e uma atitude desonesta.”

Nos bastidores, os governistas acreditam que podem anular a votação com a ajuda de Davi Alcolumbre. Pimenta explicou que apresentou ao presidente imagens da votação que, segundo ele, comprovam a fraude. Caso Alcolumbre não intervenha, os petistas não descartam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Viana, por sua vez, afirmou ter uma boa relação com Alcolumbre, mas está há mais de um mês sem contato. O presidente da CPI já pediu várias vezes a prorrogação da duração da comissão, que se encerra oficialmente no final de março.


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