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Pesquisa detecta ISTs em 20% das gestantes avaliadas em Salvador

Pesquisa revela alta taxa de ISTs entre gestantes em Salvador

Um estudo realizado pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) identificou que 21,5% das gestantes atendidas em unidades básicas de saúde da capital baiana apresentam infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) curáveis, como clamídia e mycoplasma. Essas infecções, muitas vezes assintomáticas, não são monitoradas durante o pré-natal, o que pode trazer sérias consequências para a saúde da mãe e do bebê.

Introdução

A pesquisa aponta que mais de 21% das gestantes em Salvador estão com ISTs que não são detectadas através dos exames de rotina do pré-natal. A ausência de diagnóstico precoce é alarmante, pois pode resultar em complicações graves. É fundamental entender a necessidade de ampliar os testes para essas infecções.

Principais Tópicos

ISTs curáveis em gestantes: O levantamento mostra que uma em cada cinco grávidas em Salvador possui infecções como clamídia e gonorreia, frequentemente não analisadas no pré-natal.

Risco invisível: Muitas dessas infecções não apresentam sintomas, tornando-se invisíveis sem exames específicos, o que coloca em risco tanto a mãe quanto o feto.

Complicações: Sem tratamento, essas ISTs podem levar a problemas sérios, como parto prematuro, natimortalidade, infertilidade e aborto.

Lacuna no pré-natal: O Ministério da Saúde não inclui a triagem para clamídia e gonorreia entre os testes principais, criando uma falha significativa nos cuidados.

Apelo por políticas: Especialistas solicitam a ampliação imediata dos exames e a implementação de políticas públicas que assegurem diagnóstico precoce e prevenção de complicações.

A pesquisa, publicada na Revista Latino-Americana de Enfermagem, analisou 302 mulheres entre 15 e 49 anos em 17 unidades de saúde em Salvador. Os dados revelaram que as ISTs mais prevalentes eram clamídia (11,6%) e mycoplasma (9,6%), ambas tratáveis.

Além dos exames convencionais para HIV, sífilis e hepatites, foram realizados testes para diversas ISTs curáveis, incluindo tricomoníase. A análise também coletou informações sobre o histórico obstétrico, comportamental e social das participantes.

A gravidade da situação se intensifica ao considerar que muitas mulheres eram assintomáticas. Isso significa que, sem os exames adequados, muitas infecções permaneceriam não detectadas.

Os pesquisadores argumentam que a falta de rastreamento de ISTs curáveis no pré-natal pode comprometer a saúde gestacional. Eles defendem a necessidade de políticas públicas que promovam a triagem dessas infecções e garantam um diagnóstico mais eficaz, protegendo a saúde das mães e bebês.

Além disso, o estudo identificou fatores associados às infecções, que foram mais frequentes entre mulheres de 15 a 24 anos, sem parceiro fixo ou em relacionamentos recentes, e entre aquelas que consumiram álcool ou drogas não injetáveis. A falta de exames preventivos, como o papanicolau, também foi alarmante, com quase 14% das gestantes nunca tendo realizado esse teste.

Os autores ressaltam a importância de ações educativas em saúde, que podem aumentar a conscientização e a adesão ao uso de preservativos, promovendo uma mudança de comportamento nas mulheres.


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