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Pela 1ª vez, Lulinha enfrenta ofensiva simultânea de PF, STF e CPMI

Ofensiva contra Fábio Luís da Silva

O surgimento de indícios contra Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula (PT), fez com que ele se tornasse um dos alvos de investigações relacionadas a um esquema de descontos em aposentadorias. Assim, Lulinha passou a ser investigado tanto pela Polícia Federal (PF) quanto pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Recentemente, a pressão sobre ele aumentou. A CPMI aprovou um requerimento de quebra de sigilo, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que a PF tivesse acesso a essas informações.

A investigação sobre Fábio Luís da Silva está ligada a sua relação com Antônio Camilo Antunes. Tanto a PF quanto a CPMI buscam esclarecer se o filho do presidente atuou como sócio oculto do "careca do INSS".

De acordo com a CNN Brasil, a PF solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal após a menção do nome de Lulinha em uma conversa entre Antônio Carlos Camilo Antunes e a empresária Roberta Luchsinger.

Fábio Luís da Silva, empresário no setor de tecnologia e entretenimento digital, já esteve envolvido em polêmicas anteriormente. Em 2022, a Justiça Federal de São Paulo arquivou uma investigação da Operação Lava Jato contra ele, que era acusado de receber vantagens indevidas.

A sessão da CPMI que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha foi marcada por confusão, incluindo acusações de agressão. Vários requerimentos foram aprovados, mas os governistas alegam que o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), fraudou o anúncio do resultado.

Apesar das contestações, o presidente da CPMI solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) um relatório de inteligência financeira sobre Fábio Luís da Silva.

O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), que justificou a medida com base em suspeitas de que Lulinha atuou como "sócio oculto" de Antônio Camilo Antunes.

“A investigação sobre Fábio Luís decorre de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo menciona um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger”, explicou o relator.

O ministro André Mendonça autorizou a quebra de sigilo do filho do presidente antes da decisão da CPMI. A PF alegou que a solicitação foi motivada por suspeitas de "mesadas" a Lulinha, incluindo transferências destinadas a ele, cujos dados bancários foram requisitados.

No relatório mantido em sigilo, a PF aponta supostos pagamentos de mesadas de Antônio Camilo Antunes a Lulinha. Segundo a investigação, os R$ 300 mil mensais seriam para facilitar o acesso de Antunes a locais específicos em Brasília, o que é negado pelas defesas.

A defesa de Lulinha argumentou que a quebra de sigilo não era necessária. Em uma petição ao ministro Mendonça, o filho do presidente se colocou à disposição da Justiça, afirmando que está tranquilo quanto ao resultado da quebra, pois não teve participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime, conforme relatado por seu advogado Guilherme Suguimori.


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