PDT corre risco de ficar sem representantes no Senado
Os senadores Weverton (MA) e Leila Barros (DF) estão enfrentando desafios significativos para garantir a renovação de seus mandatos nas eleições de outubro deste ano, conforme indicam fontes ligadas ao partido. Desde o início de 2024, a sigla já perdeu dois membros no Senado, com as saídas de Cid Gomes e Ana Paula Lobato, que se transferiram para o PSB.
A análise interna do PDT revela que Weverton tem enfrentado um desgaste considerável, especialmente após ser mencionado no escândalo de fraudes no INSS. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão em dezembro do ano passado, suspeitando-se de desvio de recursos destinados a aposentados e pensionistas. A Polícia Federal chegou a solicitar sua prisão, mas o pedido foi negado pela PGR e pelo STF, conforme noticiado pela coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles.
Carlos Lupi, presidente do PDT, expressou otimismo sobre a situação.
Leila, por sua vez, concorrerá à reeleição em um ambiente eleitoral acirrado no Distrito Federal, onde nomes como o governador Ibaneis Rocha (MDB), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada Bia Kicis (PL) se destacam como potenciais candidatos a duas das três vagas disponíveis no Senado.
Ainda assim, o círculo próximo à senadora acredita que a renovação de seu mandato é viável, considerando que seus adversários também enfrentam desafios.
Questionado sobre a situação, Carlos Lupi afirmou que o PDT possui candidatos competitivos para o Senado, incluindo Jean Paul Prates (RN), ex-presidente da Petrobras; o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (AP); o ex-prefeito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira; e o ex-senador de Rondônia, Acir Gurgacz.
Procurado, Weverton reafirmou sua candidatura à reeleição, sustentando que já havia sido anunciado pelo governador Carlos Brandão em uma reunião com os partidos de sua base. Ele disse contar com o apoio de várias legendas e lideranças maranhenses, além de acreditar que a população do Maranhão avalia positivamente seu trabalho.
Leila Barros também destacou que tem sido contatada por diversos grupos políticos e por praticamente todos os pré-candidatos ao governo do Distrito Federal para discutir as eleições deste ano. Segundo ela, esse movimento é um sinal de reconhecimento pelo trabalho realizado em defesa do DF, mencionando a emenda que ajudou a preservar o Fundo Constitucional, assegurando cerca de R$ 88 bilhões para saúde, educação e segurança pública.
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