Paulo Sérgio Nogueira Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, nascido em Iguatu em 28 de agosto de 1958, é um general de exército do Exército Brasileiro. Atuou como ministro da Defesa entre 1.º de abril de 2022 e 1.º de janeiro de 2023, além de ter sido Comandante do Exército de 20 de abril de 2021 a 31 de março de 2022.

Em 21 de novembro de 2024, foi indiciado em um inquérito que investiga uma tentativa de golpe de estado para manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições de 2022. No dia 11 de setembro de 2025, foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado por crimes que incluem organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Formado no Colégio Militar de Fortaleza, ingressou na carreira militar em 4 de março de 1974 na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), e em 1977 seguiu para a Academia Militar das Agulhas Negras, onde se tornou aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria em 15 de dezembro de 1980.

Como capitão, completou o curso da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Mais tarde, como major e coronel, fez os cursos de Comando e Estado-Maior e de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército. Também possui o Curso de Operações na Selva e diversos estágios, incluindo Escalador Militar e Operações Psicológicas.

Durante sua carreira, atuou como instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras em três ocasiões, incluindo uma passagem como Comandante do Curso de Infantaria.

Em 1994, foi Subcomandante do 2º Batalhão de Infantaria de Selva em Belém e Oficial de Estado-Maior da 12ª Região Militar em Manaus. Comandou o 10º Batalhão de Infantaria Leve-Montanha em Juiz de Fora e foi chefe da 5ª Seção do Comando da 10ª Região Militar em Fortaleza.

Na função de coronel, serviu como Adido de Defesa Naval do Exército e Aeronáutico do Brasil no México, além de Chefe da Seção de Promoções de Oficiais e Subdiretor da Diretoria de Avaliação e Promoções.

Promovido a general de brigada, foi Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste em Campo Grande; Comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva em Tefé; e Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia em Manaus.

Ao ser promovido a general de divisão, comandou a 12ª Região Militar em Manaus, atuou como Subchefe de Assuntos Internacionais e Subchefe de Organismos Americanos no Ministério da Defesa em Brasília, e foi Comandante Logístico do Hospital das Forças Armadas.

Em 31 de março de 2018, tornou-se general de exército e assumiu o comando do Comando Militar do Norte em Belém. Em seguida, liderou o Departamento-Geral do Pessoal em Brasília de 1 de setembro de 2020 a 13 de abril de 2021.

Em 31 de março de 2021, foi nomeado Comandante do Exército Brasileiro, sucedendo o general Edson Pujol. No dia 1.º de abril de 2022, foi indicado pelo então Presidente Jair Bolsonaro como Ministro da Defesa.

Após as eleições de 2022, em 9 de novembro, entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório sobre a fiscalização das urnas pelas Forças Armadas, alertando para riscos na segurança do sistema de votação.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Tempus Veritatis em 8 de fevereiro de 2024, visando apurar uma organização criminosa relacionada à tentativa de golpe de Estado. Nogueira foi um dos alvos da operação.

Indiciado em 21 de novembro de 2024 por crimes relacionados à abolição do estado democrático de direito, foi interrogado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 10 de junho de 2025, onde se desculpou publicamente pelas declarações feitas contra o TSE.

Em 25 de novembro de 2025, foi preso pela Polícia Federal e levado ao Comando Militar do Planalto para cumprimento da pena.

Entre suas condecorações, destacam-se:

Ordem de Rio Branco, Grã-Cruz;
Ordem do Mérito Militar, Grã-Cruz;
Ordem do Mérito Judiciário Militar;
Medalha Militar de Ouro, com Passador de Platina;
Distintivo de Comando Dourado; e
Medalha de Serviço Amazônico, com Passador de Prata.


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