Paramount e Warner Bros Discovery: fusão criará gigante com dívida de US$ 79 bilhões
Fusões no Setor de Entretenimento
A união entre Paramount e Warner Bros Discovery resultará em uma poderosa empresa do setor, com uma dívida líquida estimada em US$ 79 bilhões (aproximadamente R$ 408 bilhões), segundo a agência Reuters. Apesar do valor expressivo, a nova direção rejeitou a ideia de vender ou dividir ativos de TV a cabo, como CNN, MTV e HBO.
O CEO da Paramount, David Ellison, fez o anúncio na segunda-feira (2). Ele ressaltou que a estratégia principal será a fusão dos serviços de streaming Paramount+ e HBO Max em uma plataforma global única.
Crescimento e Concorrência
Com a fusão, a nova empresa terá mais de 200 milhões de assinantes em 100 regiões, o que proporciona uma força significativa para competir com a Netflix.
O acordo foi fechado em US$ 110 bilhões (cerca de US$ 31 por ação), após a desistência da Netflix em cobrir a oferta na última quinta-feira (26). Espera-se que a união traga uma economia de custos superior a US$ 6 bilhões, principalmente por meio da integração das infraestruturas tecnológicas e provedores de nuvem.
Portfólio Impressionante
A fusão reunirá algumas das franquias mais icônicas da cultura pop. O portfólio combinado incluirá:
Warner Bros: Game of Thrones, Harry Potter, Universo DC e CNN.
Paramount: Missão Impossível, Top Gun, Bob Esponja e as redes CBS e MTV.
David Ellison enfatizou que a HBO continuará a ser a “joia da coroa”, preservando sua independência criativa e recursos para produções originais.
Aspectos Financeiros e Andamento
A transação é respaldada por US$ 54 bilhões em compromissos de dívida, liderados por instituições financeiras como Bank of America e Citigroup. O total de US$ 79 bilhões inclui os débitos das duas empresas (US$ 29 bilhões da Warner e US$ 10,36 bilhões da Paramount), além de novos financiamentos necessários para a operação.
A Paramount também pagou uma multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões que a Warner deveria à Netflix devido ao cancelamento das negociações anteriores.
A conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre deste ano. Analistas acreditam que a aprovação regulatória, incluindo na União Europeia, não deverá encontrar grandes obstáculos, com exigências mínimas de desinvestimento. A proximidade de David Ellison com o governo dos EUA é considerada um fator facilitador, conforme relatado pela Reuters.
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