Retatrutida

Paraguai anuncia retatrutida, mas agência afirma que não há autorização; medicamento ainda está em fase de estudos clínicos

Paraguai anuncia retatrutida, mas agência nega autorização; medicamento ainda está em testes clínicos

Recentemente, um evento com influenciadores brasileiros despertou a atenção das autoridades sanitárias ao anunciar a chegada de canetas contendo retatrutida, um composto para tratar obesidade. Entretanto, essa substância, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, ainda está na fase 3 de estudos clínicos e não foi submetida a órgãos reguladores.

O laboratório Eticos, responsável pelo anúncio, já produz a Lipoless, uma caneta que é proibida no Brasil e tem sido alvo de apreensões pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Entre os influenciadores presentes, estava Renato Cariani, que, em vídeos nas redes sociais, mostrou a revelação de um produto à base de retatrutida, que foi descrito como um medicamento que “deve ser lançado em breve”.

No entanto, a substância ainda não foi aprovada em nenhum país.

A retatrutida é uma molécula em desenvolvimento para tratar obesidade e diabetes tipo 2. Com o composto em fase 3, os pesquisadores estão avaliando sua eficácia com um número maior de pacientes antes de solicitar registro.

Apesar do anúncio de lançamento “em breve” no Paraguai, sem uma data específica, a Dirección Nacional de Vigilancia Sanitaria (Dinavisa) do país emitiu uma nota oficial esclarecendo que não há nenhuma autorização concedida.

Após a repercussão, Cariani se posicionou nas redes, esclarecendo que sua participação não significava um anúncio de lançamento comercial, mas sim o início de processos relacionados ao ativo e sua produção.

O laboratório Eticos também confirmou que não há previsão de lançamento sem a devida aprovação sanitária.

Esse episódio ocorre em meio a preocupações sobre a circulação ilegal de canetas paraguaias no Brasil, que não têm autorização da Anvisa. O Paraguai, por não manter patentes de empresas, produz canetas que só deveriam ser fabricadas por seus detentores.

A Anvisa já se manifestou sobre a entrada de produtos ilegais no país, e a Dinavisa também alertou sobre a falsificação de substâncias.

Além disso, a PRF já apreendeu versões ilegais de retatrutida que estavam sendo trazidas do Paraguai, as quais são consideradas irregulares.

Médicos e autoridades brasileiras alertam que, por estar em fase de testes, a eficácia e as contraindicações da retatrutida ainda são desconhecidas, tornando qualquer medicamento que a contenha potencialmente perigoso.

No Brasil, apenas canetas aprovadas pela Anvisa são permitidas, garantindo controle sanitário e transporte adequado.


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