Países orientam saída de cidadãos do Irã e desaconselham viagens à região
Diversas nações começaram a evacuar dependentes de diplomatas e funcionários não essenciais de algumas áreas do Oriente Médio, além de aconselhar seus cidadãos a evitarem viagens ao Irã, em um cenário de crescentes tensões entre Washington e Teerã.
Os Estados Unidos e o Irã se encontrarão nesta quinta-feira (26) em Genebra para discutir o programa nuclear iraniano e a possibilidade de alívio das sanções americanas, embora ambos os países tenham demonstrado ceticismo em relação às intenções um do outro.
O presidente americano, Donald Trump, mobilizou caças, grupos de ataque de porta-aviões, destróieres e cruzadores na região, buscando pressionar o Irã por concessões.
O Ministério das Relações Exteriores da Finlândia aconselhou seus cidadãos a evitarem viagens ao Irã e a deixarem imediatamente o Iêmen e a Líbia, em alertas atualizados no final de fevereiro.
O governo australiano orientou os dependentes de diplomatas em Israel e no Líbano a saírem devido à deterioração da segurança na região. Também foi oferecida a opção de saída voluntária aos dependentes nos Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Catar.
A Sérvia recomendou que seus cidadãos no Irã deixem o país o mais rápido possível, citando o aumento das tensões e o risco à segurança.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, declarou que os cidadãos poloneses devem deixar o Irã imediatamente.
Os EUA estão retirando funcionários não essenciais e familiares da embaixada no Líbano, em meio às tensões com o Irã. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores americano alertou seus cidadãos a evitarem viagens ao Irã e a deixarem o país imediatamente.
A embaixada indiana no Irã aconselhou seus cidadãos a deixarem o território por meio de transporte disponível, incluindo voos comerciais.
Chipre e Cingapura também recomendaram que seus cidadãos evitassem viagens ao Irã. A Alemanha sugeriu que seus cidadãos deixem o Irã, ressaltando que voos comerciais ainda estão operando e que a saída por terra é viável.
Na semana passada, o Brasil aconselhou seus cidadãos a deixarem o Irã, seguindo um alerta semelhante emitido para o Líbano em janeiro. No ano anterior, o governo já havia recomendado que brasileiros não viajassem para esses dois países.
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