Países do Golfo condenam “ataques injusticados” do Irã
Países do Golfo reprovam ataques do Irã
O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) promoveu uma reunião virtual extraordinária neste domingo (1), onde os ministros das Relações Exteriores abordaram os recentes ataques iranianos direcionados aos seus membros.
O bloco expressou sua condenação aos "ataques flagrantes e injustificados" perpetrados pelo Irã, ressaltando que os estados membros têm o direito de "tomar todas as medidas necessárias" para garantir sua segurança e estabilidade, conforme um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita.
Reino Unido, França e Alemanha manifestaram disposição para intervir contra o Irã.
Donald Trump contatou líderes de Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
Diversas informações sobre a situação no Oriente Médio estão sendo divulgadas em meio aos ataques.
Vários países do GCC hospedam importantes instalações militares dos Estados Unidos, o que os posiciona no epicentro do conflito atual entre Washington e Teerã.
O GCC é uma aliança política e econômica que compreende seis monarquias árabes vizinhas do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã. A organização coordena de forma próxima as políticas de segurança, defesa e economia, convocando frequentemente reuniões de emergência em períodos de instabilidade regional.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de ataques ao Irã, em meio ao aumento das tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.
O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que possuem bases militares dos EUA, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses.
Após a divulgação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a retaliação aos ataques de Israel e dos EUA como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump fez uma advertência ao Irã sobre possíveis represálias, afirmando que "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As hostilidades entre as partes prosseguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia declarado que os ataques ao Irã continuariam "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".
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