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'Pai, vem me buscar': esposa de tenente-coronel pediu ajuda antes de morrer

Esposa de tenente-coronel pediu ajuda antes de morrer

Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em São Paulo.

Antes de seu falecimento, Gisele pediu ao pai que a retirasse da casa onde vivia com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. O oficial relatou ter encontrado a esposa morta em sua residência, mas familiares afirmaram à polícia que Gisele vivia um relacionamento abusivo com Geraldo, levantando suspeitas sobre o tenente-coronel.

Parentes contaram ao programa Fantástico que, devido aos problemas no casamento, Gisele havia manifestado a intenção de pedir o divórcio. Em uma ligação para o pai, ela teria dito: "Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais, não suporto mais essa pressão aqui", dias antes de sua morte.

Familiares afirmam que essa pressão era exercida por Geraldo, que chegou a enviar um vídeo ameaçador para Gisele, apontando uma arma para a própria cabeça e ameaçando se matar. Um familiar, que preferiu se manter anônimo, comentou sobre a situação: "Uma pressão psicológica: 'se você se separar de mim, eu vou te matar ou vou me matar logo em seguida'".

Além disso, a filha de 7 anos de Gisele, de um relacionamento anterior, presenciou atos de violência psicológica por parte de Geraldo e demonstrou relutância em voltar para a casa onde ocorriam os problemas. A família notou uma mudança no comportamento do tenente-coronel após o casamento, o que alarmou a todos.

A mãe de Gisele informou à polícia que a filha vivia em um ambiente repleto de conflitos e abusos. Segundo ela, o oficial impedia o uso de batom, salto alto e perfume, além de exigir rigor no cumprimento de tarefas domésticas.

Inicialmente, o caso foi registrado como morte suspeita e suicídio. O boletim de ocorrência indica que Geraldo relatou ter encontrado a esposa caída no chão, com uma arma em uma das mãos e intenso sangramento. Gisele foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não sobreviveu.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo declarou que "diligências estão em andamento". Em nota, a pasta acrescentou que o caso foi inicialmente classificado como suicídio consumado, mas depois a natureza da morte foi alterada para suspeita, a fim de apurar as circunstâncias do óbito.

Até o momento, o tenente-coronel não é considerado suspeito no inquérito, que continua sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo.


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