Padre Egídio de Carvalho Neto Padre brasileiro é condenado por desviar quase 700 dispositivos inteligentes doados ao seu instituto

Padre brasileiro é condenado por desviar quase 700 dispositivos inteligentes doados ao seu instituto

Padre brasileiro condenado por desviar R$ 140 milhões de fundos destinados ao Instituto São José

Um tribunal condenou o Padre Egídio de Carvalho Neto, presidente do Instituto São José, a 5 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto, por peculato qualificado envolvendo quase 700 aparelhos eletrônicos, incluindo smartphones e tablets, doados pela Receita Federal ao instituto em 2023.

O caso envolve a venda dos aparelhos sem inspeção, e a receita foi utilizada para comprar bens de luxo, incluindo imóveis em bairros nobres e obras de arte. A notícia foi revelada pelo jornal Crux, publicado por Eduardo Campos Lima, em 2 de março de 2026.

O Padre Neto foi sentenciado a pagar US$ 102.500 em danos materiais e US$ 97.452 em danos morais coletivos. O caso é apenas uma das 11 acusações criminais que o padre enfrenta.

O instituto de saúde que o Padre Neto dirigia recebeu a doação dos aparelhos, que foram estimados em R$ 807.000. Quinze caixas foram levadas para a reitoria do instituto sem serem inspecionadas, supostamente por ordem do Padre Neto.

O caso é um exemplo de como a corrupção pode se espalhar em instituições de caridade, como o Instituto São José, que é uma das mais respeitadas do Brasil.

O Padre Neto renunciou ao cargo em outubro de 2023, pouco depois da descoberta do suposto desfalque. Ele foi afastado de todas as atividades eclesiásticas e permanece sob custódia por vários meses antes de ser libertado em 2024 para se submeter a tratamento contra o câncer.

O caso também levantou questões sobre a transparência e a eficácia do sistema de controle de custos na Receita Federal, que não conseguiu apreender o dinheiro dos aparelhos.

O Instituto São José é uma das instituições de caridade mais respeitadas do Brasil, com um histórico de serviço público e uma reputação de excelência. No entanto, o caso do Padre Neto destaca a necessidade de melhorias na implementação do sistema de controle de custos e na transparência nos atos da Receita Federal.


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