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Pacheco pede a Lula que feche acordo para MDB ou União barrarem apoio a Flávio

Pacheco busca acordo com Lula para garantir apoio em Minas Gerais

01/03/2026 19h21

Atualizado 14 minutos atrás

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aguarda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleça um acordo nacional com os partidos antes de anunciar sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Pacheco está considerando deixar o PSD e tem conversas com o MDB e o União Brasil, mas exige a certeza de que a nova legenda não apoiará a pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Recentemente, Pacheco e Lula estiveram juntos em uma visita às cidades da Zona da Mata de Minas, que foram afetadas por enchentes. Aliados de Pacheco afirmam que sua candidatura ao governo depende da articulação do governo e do próprio Lula.

Uma manifestação da direita em São Paulo reuniu cerca de 20,4 mil pessoas, conforme relatório do Monitor USP/Cebrap. A estimativa varia entre 18 mil e 22,9 mil participantes no horário de pico.

O ex-deputado Nikolas Ferreira declarou que o destino de Lula e do ministro Alexandre de Moraes seria a prisão, além de acusar Moraes de perseguição política.

Pacheco, segundo relatos, não se opõe a ser candidato em Minas e está disposto a abrir espaço para Lula, mas busca garantias de viabilidade para sua candidatura antes de tomar uma decisão.

O senador mantém relações próximas com os comandos do MDB e do União Brasil em Minas, tendo sido filiado a ambos antes de se unir ao PSD. No entanto, seus assessores indicam que não adianta firmar um acordo estadual se, a nível nacional, as legendas optarem por apoiar Flávio Bolsonaro.

Há preocupações de que a cúpula nacional do MDB possa indicar um vice para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em sua tentativa de reeleição, o que poderia prejudicar a candidatura de Pacheco pelo MDB em Minas. O União Brasil também possui vínculos com o bolsonarismo e, recentemente, firmou um acordo com Flávio para apoio no Rio de Janeiro.

Apesar das dificuldades, Pacheco espera que Lula dialogue diretamente com a liderança dessas legendas e consiga um apoio formal para sua reeleição no Palácio do Planalto. Existe a possibilidade de oferecer a candidatura de vice de Lula ao MDB como parte dessa estratégia.

Uma definição sobre a candidatura precisa ser feita em pouco mais de um mês, já que, a partir de 4 de abril, quem desejar se candidatar não poderá mais trocar de partido.

Embora não seja garantido que o próximo partido de Pacheco esteja formalmente na coligação de Lula, aliados afirmam que o presidente deve ter clareza de que essa nova legenda permanecerá neutra e não integrará a coligação de Flávio.

Além da interação direta entre Lula e as cúpulas partidárias, ministros do MDB — Renan Filho (Transportes), Simone Tebet (Planejamento) e Jader Filho (Cidades) —, assim como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devem intensificar suas participações nas negociações com essas legendas.

Em um encontro com Pacheco, Lula elogiou o aliado, dizendo: “Trouxe comigo um convidado especial, que é o companheiro Pacheco. A gente estava há muito tempo sem conversar, e eu disse: ‘Vamos conversar um pouquinho’”.

Para disputar o governo de Minas, Pacheco precisará trocar de partido, visto que o PSD filiou o vice-governador Matheus Simões no final do ano passado com o intuito de lançá-lo como candidato.

Além de Lula, Flávio Bolsonaro também não tem seu palanque fechado em Minas. A direita está dividida entre as pré-candidaturas de Simões, do senador Cleitinho (Republicanos) ou a possibilidade de lançar um candidato próprio do PL.


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