União Brasil

Pacheco espera que Lula feche acordo para MDB ou União barrarem apoio a Flávio antes de definir candidatura em Minas

Pacheco busca acordo com Lula antes da candidatura em Minas Gerais

Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, está em busca de um entendimento com Lula antes de confirmar sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Atualmente no PSD, Pacheco deseja garantias de que o partido ao qual se filiar não apoiará a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. A definição precisa ocorrer rapidamente, pois a troca de partido deve ser concluída até 4 de abril. Lula e seus aliados estão em negociações com MDB e União Brasil para assegurar apoio ou neutralidade.

Pacheco e Lula se encontraram no último sábado durante uma visita a cidades da Zona da Mata de Minas, afetadas por enchentes. Aliados de Pacheco afirmam que sua candidatura depende da articulação do governo e do próprio Lula.

Relatos indicam que Pacheco não se opõe a ser candidato e a abrir palanque para o petista, mas deseja ter certeza da viabilidade de sua candidatura antes de tomar uma decisão.

O senador tem uma boa relação com as lideranças do MDB e do União Brasil em Minas, já que foi filiado a ambos antes de ingressar no PSD. No entanto, seu entorno alerta que um acordo estadual não será eficaz se, no âmbito nacional, as legendas decidirem apoiar Flávio Bolsonaro.

Há preocupações de que a cúpula nacional do MDB possa indicar um vice para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o que poderia prejudicar a candidatura de Pacheco. O União Brasil também mantém relações com o bolsonarismo e, recentemente, firmou um acordo com Flávio para apoio no Rio.

Apesar disso, Pacheco acredita que Lula pode negociar diretamente com as lideranças desses partidos, buscando um apoio formal em sua reeleição no Palácio do Planalto. Uma das estratégias em discussão inclui a oferta da candidatura à vice de Lula ao MDB.

Uma definição deve ocorrer em pouco mais de um mês, pois após 4 de abril, os que desejam se candidatar não poderão mais mudar de partido.

Embora não seja garantido que o próximo partido de Pacheco esteja formalmente alinhado a Lula, seus aliados enfatizam a necessidade de que o presidente tenha clareza sobre um cenário em que a nova sigla permaneça neutra e não se junte à coligação de Flávio.

Além do diálogo direto entre Lula e as cúpulas partidárias, espera-se que ministros do MDB — Renan Filho, Simone Tebet e Jader Filho — e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensifiquem as negociações.

Durante o encontro com Pacheco, Lula o elogiou, destacando a importância da conversa.

Pacheco precisará mudar de partido para concorrer ao governo de Minas, uma vez que o PSD já lançou o vice-governador Matheus Simões como candidato.

Além de Lula, Flávio Bolsonaro também está em busca de apoio em Minas, com a direita se dividindo entre as candidaturas de Simões, do senador Cleitinho (Republicanos) ou a possibilidade de lançar um nome próprio do PL.


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