Os "pontos fracos" de Tarcísio que o PT vai explorar na campanha em SP
Pontos Fracos de Tarcísio na Mira do PT em São Paulo
Com a chapa em São Paulo ainda em aberto, integrantes do PT paulista já discutem internamente quais são os pontos vulneráveis do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que podem ser explorados na campanha eleitoral.
Apesar de reconhecerem a dificuldade em vencer o atual governador, que apresenta bons índices de aprovação e lidera as pesquisas, petistas acreditam que a disputa pode ser acirrada e evitam classificar uma vitória como "impossível".
Políticos do partido apontam fragilidades na gestão de Tarcísio, que podem ser usadas na campanha do PT, independente de quem a liderar, embora o ministro Fernando Haddad (PT) seja o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa.
Um dos principais alvos da oposição será a privatização da Sabesp, um dos principais projetos de Tarcísio. Críticos argumentam que o preço pelo qual a estatal foi vendida está abaixo do valor de mercado, e a oposição pretende ressaltar esse ponto.
O próprio governador e sua equipe estão preocupados que uma possível crise hídrica neste ano seja associada à desestatização da companhia durante a campanha.
Outro tema que o PT já está explorando é a conexão do escândalo do Banco Master com o governo paulista, especialmente devido aos laços do banqueiro Daniel Vorcaro.
O fato de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, ter sido o maior doador da campanha de Tarcísio em 2022, com R$ 2 milhões, é frequentemente mencionado pela oposição. Zettel está sob investigação da Polícia Federal por supostamente ser operador dos negócios de Vorcaro, o que liga a doação a possíveis irregularidades.
O líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Antonio Donato (PT), recentemente publicou um vídeo vinculando o caso Master a negociações relacionadas às privatizações da Emae e da Sabesp, associando essas questões aos negócios do empresário Nelson Tanure, identificado como sócio oculto de Vorcaro.
Os petistas também relembram uma operação da Polícia Federal que desmantelou um esquema fraudulento envolvendo funcionários da Secretaria da Fazenda e empresários do varejo, incluindo Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma.
Na área de segurança, a campanha do PT pretende enfatizar os altos índices de feminicídio e outras violências contra mulheres, que, segundo dados oficiais, cresceram em janeiro. Em dezembro, o Ministério Público Federal começou um inquérito para investigar a suposta omissão do governo paulista diante do aumento dos casos de feminicídio.
Além disso, a oposição à gestão de Tarcísio costuma evidenciar o sentimento de insegurança da população, especialmente em relação a furtos e roubos de celulares. O PT também deve abordar os casos de violência policial que marcaram a administração de Guilherme Derrite (PP) e a alta letalidade das operações Verão e Escudo.
O governador enfrenta críticas de associações e sindicatos policiais, que alegam que Tarcísio não cumpriu promessas de valorização salarial.
Na educação, o projeto de digitalização liderado pelo secretário Renato Feder será um dos alvos de críticas, assim como os erros nos materiais didáticos distribuídos.
A iniciativa de promover escolas cívico-militares também será questionada, especialmente em relação à falta de uniformes e à incerteza da comunidade sobre o funcionamento desse modelo, que inclui monitores policiais.
Durante a campanha, Tarcísio deverá destacar a conclusão de obras de grande porte como uma de suas bandeiras principais. O PT, por sua vez, argumentará que muitas dessas realizações foram possíveis graças a recursos federais, o que, segundo o partido, Tarcísio tenta esconder ao mencionar essas conquistas.
Entre as obras que os parlamentares do PT citam estão o Rodoanel Norte, o túnel Santos-Guarujá e o trem intercidade São Paulo-Campinas, além dos investimentos da União em moradias.
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