Oposição critica governo Lula por aumento de Imposto de Importação para eletrônicos
Oposição critica aumento do Imposto de Importação para eletrônicos
O aumento do Imposto de Importação para mais de mil produtos, incluindo computadores e smartphones, gerou forte reação da oposição. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou a apresentação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) na Câmara dos Deputados, com o objetivo de suspender os efeitos da nova medida. Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, chamou a decisão de "mais uma taxa do Lula".
Em entrevista realizada nesta quarta-feira (25), após visitar o pai, Jair Bolsonaro, na prisão, Flávio destacou que a alta nos preços dos celulares é uma consequência direta da nova taxa. "O Brasil não produz smartphone. É apenas uma forma de aumentar a arrecadação e os gastos", criticou.
O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), também se manifestou contra o aumento de impostos, utilizando uma publicação enigmática no X. Ele argumentou que prejudicar o acesso à tecnologia dos brasileiros em um mundo digital mostra falta de visão de futuro.
Nogueira, que tem tentado estreitar laços com o PT para as eleições, havia moderado suas críticas ao governo nos últimos meses.
O governo federal implementou o aumento por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial da União em 5 de fevereiro. Com essa decisão, as alíquotas para produtos como máquinas e equipamentos de comunicação agora variam entre 7,2%, 12,6% e 20%.
Nikolas Ferreira também registrou sua indignação nas redes sociais, enfatizando que a medida impactará negativamente o custo de quase mil produtos, incluindo maquinários agrícolas e equipamentos hospitalares. "Enquanto o brasileiro luta para pagar as contas, o governo aumenta impostos. O resultado será um aumento nos preços", declarou.
O deputado ainda sugeriu que debates sobre aumento de impostos deveriam ocorrer de forma mais transparente, no Parlamento, e não por meio de decisões unilaterais.
Na segunda-feira (23), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também criticou a resolução em um vídeo no Instagram, ironizando as consequências do aumento para o consumidor.
O Ministério da Fazenda defendeu a medida, afirmando que ela visa reequilibrar preços e mitigar a concorrência desleal dos importados. Em uma nota técnica, o ministério argumentou que a substituição rápida de produtos nacionais pode comprometer a capacidade estratégica do país e afetar negativamente a produtividade.
Além disso, o ministério destacou que as importações cresceram 33,4% desde 2022, e que a proposta alinha-se a práticas adotadas internacionalmente, onde outros países também aumentaram a proteção setorial.
Essas discussões refletem um cenário de tensões políticas e econômicas que prometem ser um tema central nas próximas eleições.
← Voltar para as notícias