OPINIÃO: É difícil gostar de Ceni e Tite fora de São Paulo e Corinthians, mas demitir agora é injusto
OPINIÃO: A pressão sobre Ceni e Tite
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
O Bahia não possui mais calendário internacional para 2026, enquanto o Cruzeiro, com todo seu investimento, se tornou uma das maiores decepções nos primeiros meses da temporada.
A quarta-feira do futebol selou a tensão nas arquibancadas, com o descontentamento em relação a Rogério Ceni no Bahia e Tite no Cruzeiro.
A possibilidade de demissão de Tite é real após mais um revés no Brasileirão. A pressão sobre ambos os técnicos é intensa, e a torcida já clama por mudanças.
É compreensível que a aceitação de Ceni e Tite fora de seus contextos originais, Morumbi e Parque São Jorge, respectivamente, seja complicada. A forte ligação emocional que têm com seus clubes de origem torna a situação ainda mais desafiadora.
Para esses treinadores, qualquer desempenho que não resulte em vitórias convincentes é considerado insatisfatório. A paciência com eles é quase nula.
Ambos, sem dúvida, têm responsabilidade significativa pelos resultados ruins que suas equipes estão apresentando.
É inaceitável que o Bahia, com um bom elenco, seja eliminado por um adversário considerado fraco na Libertadores. O Cruzeiro, sob o comando de Tite, apresenta um futebol insatisfatório e se encontra na zona de rebaixamento do Brasileiro.
Entretanto, demitir agora seria uma decisão influenciada mais pelo histórico são-paulino e corintiano dos técnicos do que por questões táticas ou técnicas.
Ceni está realizando um trabalho a longo prazo no Bahia, que ainda pode dar frutos. Tite, por sua vez, é vítima do caótico novo calendário do futebol brasileiro.
Resta saber se as diretorias do Bahia e do Cruzeiro terão coragem de enfrentar a pressão das arquibancadas.
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