Comando Vermelho

Operação mira quadrilha ligada ao Comando Vermelho que movimentou R$ 30 milhões com explosões de caixas eletrônicos

Operação desarticula quadrilha do Comando Vermelho com R$ 30 milhões em movimentações

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou uma organização criminosa associada ao Comando Vermelho, responsável por explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências. Até o momento, sete indivíduos foram detidos no Rio e em Santa Catarina. A quadrilha possuía uma estrutura hierárquica e utilizava uma joalheria para a lavagem de dinheiro. A Justiça também bloqueou bens e valores da organização, que incluem a participação de um policial militar entre os investigados.

Na manhã do dia 25 de fevereiro de 2026, a polícia deu início a uma operação que teve como foco a desarticulação de uma rede criminosa especializada em crimes patrimoniais. Os mandados de prisão estão sendo cumpridos em diferentes localidades, e a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 30 milhões atribuídos ao grupo.

As investigações revelaram que a movimentação financeira ocorreu ao longo de cinco anos, utilizando contas de pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos. Parte da lavagem de dinheiro era realizada em uma joalheria localizada em Niterói, que também estava sob investigação por ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro.

A polícia identificou uma ligação clara entre os crimes patrimoniais e o financiamento do tráfico de drogas armado. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com o apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada.

Os integrantes da quadrilha atuavam de forma interestadual e possuíam uma divisão clara de funções, incluindo um núcleo de liderança, um setor técnico especializado em explosões de caixas eletrônicos, um grupo de inteligência para levantamento de alvos e um setor logístico-financeiro responsável pela movimentação dos recursos.

Investigadores descobriram que membros da quadrilha de Santa Catarina viajavam ao Rio para realizar os ataques, contando com o suporte logístico do Comando Vermelho, que fornecia veículos roubados e ferramentas necessárias para os crimes.

Além do bloqueio financeiro, a Justiça solicitou a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e veículos de luxo relacionados aos investigados, visando desmantelar financeiramente a organização.

Entre os detidos, um policial militar foi identificado. A Polícia Militar informou que o agente já se encontra preso desde 2024 e enfrenta um Procedimento Administrativo Disciplinar que pode resultar em sua expulsão da corporação.


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