Operação FRAUS: terceira fase mira bens ligados à influenciadora “Karol Digital” e investiga ocultação patrimonial
Operação FRAUS: terceira fase investiga bens da influenciadora “Karol Digital”
Na manhã desta terça-feira (3), a Polícia Civil do Tocantins deu início à terceira fase da Operação FRAUS, com a execução de mandados em quatro residências em Araguaína, além de uma propriedade rural em Babaçulândia e uma fazenda em Palmeirante.
Essa ação, coordenada pelo Delegado Wanderson Queiroz, da 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DEIC Palmas), visa combater a exploração ilegal de jogos de azar e a lavagem de dinheiro. Ao todo, 25 policiais civis participaram, cumprindo seis mandados de busca e apreensão, focando na possível ocultação de bens relacionados ao esquema investigado desde agosto de 2025.
A investigação se concentra principalmente na mãe da influenciadora digital Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como “Karol Digital”. Ela já enfrenta um processo criminal por exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A suspeita é que bens adquiridos com recursos ilícitos estejam registrados em nome de terceiros, dificultando o rastreamento financeiro e o bloqueio judicial. As buscas visam encontrar documentos e registros que possam revelar esses bens ocultos e rastrear a movimentação de recursos.
Além da mãe, a influenciadora e seu companheiro, Dhemerson Rezende Costa, também são alvos diretos da investigação. O casal foi preso na primeira fase da operação, deflagrada em 22 de agosto de 2025. As investigações revelaram que Karol Digital utilizava um perfil com mais de 1,5 milhão de seguidores para promover plataformas ilegais de apostas.
Na primeira fase da operação, foram feitas apreensões significativas, incluindo veículos de luxo, dinheiro, imóveis, gado, cavalos e criptoativos. Entre os bens apreendidos estavam um McLaren avaliado em cerca de R$ 3 milhões, um Porsche de R$ 850 mil, uma BMW blindada e uma caminhonete RAM, além de R$ 45,4 mil em espécie.
A segunda fase, realizada em outubro de 2025, focou em um suspeito que repassava informações privilegiadas à influenciadora. Agora, na terceira fase, a Polícia Civil intensifica o rastreamento patrimonial e a identificação de mecanismos de ocultação.
O Delegado Wanderson Queiroz destacou que o objetivo vai além da responsabilização criminal. A prioridade é desmantelar a estrutura financeira que sustenta as atividades ilícitas. Ele ressaltou que a ocultação de bens em nome de terceiros é uma prática comum em crimes de lavagem de dinheiro, dificultando o rastreamento e eventual bloqueio judicial.
As investigações continuam, e novas medidas judiciais poderão ser adotadas conforme o progresso do inquérito.
Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins
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