Crimes digitais

Operação contra crimes digitais cumpre mandados em 11 estados com apoio do Governo do Brasil

Operação Server Out II combate crimes digitais em 11 estados

A Operação Server Out II foi realizada com o apoio do Governo do Brasil, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), visando a prevenção e repressão de crimes digitais que afetam crianças e adolescentes. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em 11 estados.

A ação do Ministério ocorreu por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), que faz parte da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O foco da operação foi no combate a crimes como a disseminação de conteúdos extremistas, o incentivo à automutilação entre menores, a incitação à violência nas instituições de ensino e o armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil.

A operação contou com a colaboração das Polícias Civis de diversos estados, incluindo Amazonas, Amapá, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo.

As investigações tiveram início após o Ciberlab consolidar informações provenientes de relatórios de plataformas digitais. Com esses dados, as Polícias Civis iniciaram procedimentos, solicitaram medidas judiciais e cumpriram os mandados autorizados pela Justiça.

O nome da operação, Server Out II, reflete a intenção de remover perfis e conteúdos associados a práticas ilícitas envolvendo menores, além de interromper situações de risco identificadas online. As investigações seguem sob a responsabilidade das Polícias Civis dos estados envolvidos.

O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a relevância da cooperação entre a União, os estados e parceiros internacionais no combate às ameaças digitais que transcendem fronteiras. Ele comentou que o trabalho do Ciberlab se concentrou na produção de conhecimento digital e no repasse estruturado de análises às autoridades competentes, o que permitiu ações preventivas e repressivas pelas Polícias Civis.

Além disso, a operação representa um avanço na Operação Escola Segura, que busca identificar e analisar ameaças ao ambiente escolar digital, contribuindo para a atuação dos órgãos responsáveis pela proteção da comunidade escolar. Esta iniciativa é desenvolvida no âmbito do Ciberlab, da Diopi e da Senasp.


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