Operação Compliance Zero só aconteceu após alerta da CVM ao Ministério Público, diz Accioly
Defesa da CVM em audiência no Senado
O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Carlos de Andrade Uzeda Accioly, defendeu a atuação da autarquia durante uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), realizada nesta terça-feira, 24.
Senadores que participaram da sessão questionaram a atuação da CVM, afirmando que a omissão da autarquia permitiu a ocorrência de fraudes bilionárias no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central e está sendo investigado por suspeitas de irregularidades financeiras. Accioly reconheceu que, se houve falhas, estas se referem à divulgação das ações da CVM.
Accioly destacou que a operação Compliance Zero foi iniciada somente após a CVM comunicar ao Ministério Público Federal sobre movimentações suspeitas relacionadas ao Master. Esta operação, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, ocorreu simultaneamente à liquidação do banco e investiga as fraudes atribuídas a Daniel Vorcaro.
O presidente interino também mencionou o repasse de R$ 500 milhões feito pelo Master a empresas do setor médico que apresentavam receitas insignificantes. "Partiram da CVM as informações que deram base à operação", enfatizou.
Ao ser questionado sobre outras ações de fiscalização referentes ao Master, Accioly citou processos abertos em 2022, 2023 e 2025, que ainda estão aguardando julgamento interno. Ele atribuiu a demora na conclusão desses processos à falta de recursos humanos na autarquia.
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