OpenAI chega a um acordo sobre IA com o Departamento de Defesa após conflito com Anthropic
Acordo entre OpenAI e Pentágono
Na última sexta-feira, 27 de outubro, a OpenAI, conhecida pelo desenvolvimento do ChatGPT, comunicou que firmou um acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para fornecer suas tecnologias de Inteligência Artificial para sistemas confidenciais. Este movimento chega após a ordem do ex-presidente Donald Trump para que agências federais parassem de utilizar a tecnologia da concorrente Anthropic.
Conforme os termos do acordo, a OpenAI aceitou que o Pentágono utilizasse suas soluções de IA para quaisquer propósitos legais, uma exigência do governo. A empresa também garantiu que suas tecnologias estariam em conformidade com princípios de segurança, implementando proteções técnicas específicas.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, elogiou a postura do Departamento de Defesa, destacando o respeito pela segurança e a intenção de colaborar para resultados eficazes.
O acordo representa uma vantagem estratégica para a OpenAI, especialmente considerando os desafios enfrentados pela Anthropic em suas negociações com o Pentágono. A Anthropic, que estava em tratativas para um contrato de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,026 bilhão), se viu em um impasse devido à exigência do Pentágono de utilizar sua tecnologia para todos os fins legais, enquanto a empresa buscava garantir que sua IA não fosse usada para vigilância doméstica ou armamentos autônomos.
As divergências entre a Anthropic e o Pentágono se intensificaram até o prazo final para o acordo, levando o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a classificar a Anthropic como um "risco à segurança nacional". Trump também se manifestou, rotulando a startup como "empresa de IA de esquerda radical".
Em meio a essa situação, Altman expressou apoio à posição da Anthropic, defendendo que a IA não deve ser empregada para vigilância ou armamento autônomo. Na quarta-feira, 25 de outubro, ele iniciou conversas com o Pentágono, concordando com o uso de sua tecnologia para fins legais, enquanto negociava salvaguardas para evitar aplicações indesejadas.
Essas ações permitiram que a OpenAI mantivesse a integridade de seus princípios de segurança, ao mesmo tempo em que conquistava um contrato significativo. O acordo também inclui a presença de funcionários da OpenAI trabalhando em projetos confidenciais junto ao governo.
A Anthropic não se manifestou sobre o acordo da OpenAI. A empresa enfrenta desafios adicionais, incluindo um processo movido pelo The New York Times por supostas violações de direitos autorais relacionadas a sistemas de IA.
Altman e Dario Amodei, CEO da Anthropic, têm uma rivalidade histórica, já que Amodei e outros fundadores da Anthropic saíram da OpenAI em 2021 devido a divergências sobre financiamento e desenvolvimento de IA.
Embora a OpenAI tenha avançado, a implementação de sua tecnologia pelo Pentágono pode levar tempo, pois a empresa ainda não foi aprovada para trabalhos classificados. Recentemente, a OpenAI firmou uma parceria com a Amazon, que está investindo US$ 50 bilhões (cerca de R$ 256,5 bilhões) na startup, o que pode facilitar o acesso a sistemas confidenciais.
Além disso, o Pentágono também considera usar soluções de IA de concorrentes como o Google e a xAI de Elon Musk, que já possuem contratos com o governo.
Enquanto isso, em resposta às ameaças do Pentágono, dezenas de funcionários da OpenAI assinaram uma carta aberta solicitando que empresas de IA se unissem em defesa de princípios éticos, enfatizando a necessidade de colaboração e solidariedade diante da pressão do governo.
← Voltar para as notícias