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OpenAI amplia presença no Pentágono após ruptura do governo americano com a Anthropic

OpenAI assume posição no Pentágono após rompimento com a Anthropic

Sam Altman, CEO da OpenAI, ressaltou que o novo acordo com o Pentágono reflete os princípios da empresa, incluindo a rejeição à vigilância doméstica em massa.

28/02/2026 09h41 – Atualizado há um dia

A OpenAI firmou um contrato com o Pentágono para implementar seus modelos de inteligência artificial, substituindo a Anthropic. Essa mudança ocorreu após o governo dos EUA expressar preocupações sobre vigilância e o uso de armas autônomas. Altman enfatizou que o acordo está alinhado com a posição da empresa contra a vigilância em massa. O Pentágono, por sua vez, classifica a Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos, o que agravou as tensões durante a administração Trump.

A OpenAI se comprometeu a usar seus próprios modelos na rede confidencial do Departamento de Defesa após o colapso das relações da Anthropic com o órgão.

A Anthropic foi oficialmente designada como um “risco à cadeia de fornecimento”, o que resultou em uma proibição para que agências federais utilizassem suas ferramentas.

Em comunicado, Altman explicou que o acordo com o Pentágono enfatiza a proibição da vigilância em massa e a responsabilidade humana em relação ao uso da força, especialmente em sistemas de armas autônomas.

A startup também implementou medidas de segurança para que seus modelos operem conforme o esperado.

A OpenAI não comentou se seus serviços substituirão os da Anthropic, e o Departamento de Defesa não respondeu a solicitações de comentários.

Recentemente, o Pentágono deu um prazo de seis meses para que a Anthropic transferisse seus serviços de IA para outro fornecedor. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que as forças armadas não devem ficar reféns das decisões de grandes empresas de tecnologia.

A Anthropic, que defende que seus produtos não sejam utilizados para vigilância de cidadãos americanos, declarou que não se deixará intimidar pelo Departamento de Guerra.

Apesar de algumas propostas de cláusulas de vigilância e autonomia feitas pela Anthropic, o Pentágono não atendeu a todas as exigências, resultando em um impasse nas negociações.

O acordo da OpenAI com o Pentágono pode aprofundar a divisão entre o governo Trump e a Anthropic, que conta com forte apoio no Vale do Silício.

Altman mencionou que o Departamento de Defesa concordou com os princípios da OpenAI e que esses devem ser oferecidos a todas as empresas de IA.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, que anteriormente atuou na OpenAI, expressou preocupações sobre a priorização de lucros em detrimento da segurança.

A OpenAI, que começou como uma organização sem fins lucrativos, se tornou uma empresa lucrativa em 2022 e, embora tenha inicialmente proibido o uso de sua tecnologia para fins militares, alterou suas políticas em 2024.

Ambas as empresas estão agora se preparando para ofertas públicas iniciais, aproveitando o crescente interesse no setor de IA.

Recentemente, a OpenAI anunciou a captação de US$ 110 bilhões, avaliando a empresa em US$ 730 bilhões, enquanto a Anthropic levantou US$ 30 bilhões em uma rodada de financiamento.

Amodei e Altman, que têm divergências, se encontraram recentemente em um evento em Nova Délhi, mas evitaram contato físico.

A situação reflete um cenário tenso no setor de IA, onde questões de segurança e vigilância continuam a ser debatidas amplamente.


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