ONU pede fim dos confrontos entre Afeganistão e Paquistão
ONU expressa preocupação com a violência entre Afeganistão e Paquistão
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou sua "profunda preocupação com a escalada da violência" entre Afeganistão e Paquistão, destacando o impacto sobre as populações civis. A declaração foi feita por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, durante uma coletiva de imprensa na última sexta-feira, 27.
Dujarric ressaltou que Guterres pede a "cessação imediata das hostilidades" e enfatiza a importância de resolver divergências através da diplomacia.
Anos de conflitos, pobreza e desastres naturais no Afeganistão resultaram em quase metade da população — cerca de 22 milhões de pessoas — necessitando de assistência humanitária. Segundo Dujarric, "esse número só aumentará se os combates continuarem ou se intensificarem".
Relatos de moradores na fronteira entre Paquistão e Afeganistão descrevem uma "noite de terror".
Conflitos terrestres foram reportados ao longo da fronteira, com o Paquistão afirmando ter eliminado 274 autoridades e militantes do Talibã, enquanto o Afeganistão declarou a morte de 55 soldados paquistaneses.
As partes divergem sobre os números de baixas, e a Reuters não conseguiu confirmar essas informações de maneira independente. O Paquistão confirmou a morte de 12 de seus soldados, enquanto o Afeganistão reportou a perda de 13 combatentes do Talibã.
O Talibã, que nega patrocinar ataques no Paquistão e faz acusações semelhantes em relação ao seu vizinho, declarou ter realizado ataques retaliatórios contra instalações militares paquistanesas na quinta-feira, mas afirmou estar disposto a negociar.
Na última sexta-feira, o Paquistão bombardeou alvos em cidades afegãs, e o ministro da Defesa, Khawaja Muhammad Asif, anunciou que o país está em "guerra aberta".
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