Cidade do México

Onda de violência no México: aulas, bancos e até jogos de futebol foram afetados

Onda de violência afeta a rotina no México

Os cidadãos mexicanos tentam retomar suas atividades habituais após uma série de violentos confrontos ocorridos no último domingo, provocados por grupos criminosos. A violência se intensificou após a morte do narcotraficante conhecido como “El Mencho” pelas tropas federais. Em resposta, o governo de Jalisco, reduto do cartel Nova Geração, decidiu suspender as aulas presenciais e diversas agências bancárias permaneceram fechadas, enquanto o transporte público ainda não opera plenamente.

A violência se espalhou por mais da metade dos 32 estados do país, com membros de facções criminosas incendiando veículos e bloqueando ruas e rodovias. O cartel CJNG está presente em pelo menos 28 estados, incluindo a Cidade do México, embora suas principais operações estejam em Jalisco, Colima e Michoacán.

Quatro partidas de futebol, tanto da liga masculina quanto da feminina, foram canceladas pela Federação Mexicana de Futebol (FMF). Vídeos nas redes sociais mostram o pânico entre jogadoras e torcedores durante um jogo entre Necaxa e Querétaro, onde disparos foram ouvidos nas proximidades do estádio.

Ainda não há confirmação sobre a realização do amistoso entre as seleções do México e da Islândia, agendado para quarta-feira (25).

O governo de Jalisco relatou que os tumultos ocorreram em 33 dos 125 municípios do estado. Até o momento, 25 pessoas foram detidas, sendo 11 por envolvimento em atos violentos e 14 por roubo ou saques, segundo o jornal El Economista.

Armas de alto poder foram apreendidas, incluindo lançadores de foguetes projetados para abater aeronaves.

Em Puerto Vallarta, foram registrados tiroteios e incêndios em veículos e empresas. A imprensa local também mencionou uma suposta invasão armada na prisão de Ixtapa, embora não haja confirmação oficial.

Em resposta à escalada da violência, o Ministério da Educação de Jalisco anunciou a suspensão das aulas presenciais em todas as instituições de ensino, públicas e privadas. A Universidade de Guadalajara também interrompeu suas atividades acadêmicas e administrativas, além de eventos culturais.

Bancos como Banamex, Santander, BBVA, Banorte, Scotiabank e Banbajío informaram que suas agências não abrirão as portas no estado.

O Grupo Aeroportuario del Pacífico (GAP), responsável pelo Aeroporto Internacional de Guadalajara, afirmou que suas operações continuam normalmente, sem cancelamentos ou interrupções, apesar da violência nas redondezas. Contudo, vídeos nas redes sociais mostraram passageiros correndo na pista.

A operação que resultou na morte do líder do cartel foi atribuída a um novo grupo de inteligência conjunta entre Estados Unidos e México, focado no combate a cartéis de tráfico de drogas. Essa unidade, chamada Força-Tarefa Interagências Conjunta Anti-Cartel (JIATF-CC), foi crucial na operação, que também resultou na morte de outros sete membros da organização criminosa. O JIATF-CC foi estabelecido no mês anterior em uma cerimônia na fronteira entre os dois países.

A ação policial ocorreu em Tapalpa, a 130 quilômetros de Guadalajara, e desencadeou confrontos armados na região. Informações oficiais indicam que os militares foram atacados e reagiram, resultando na morte de quatro membros do CJNG no local e três outros gravemente feridos durante a transferência para a Cidade do México. Entre os feridos estava “El Mencho”.

Além disso, outros dois membros do cartel foram presos, e diversas armas e veículos blindados foram confiscados, incluindo lançadores de foguetes e equipamentos para destruir veículos blindados.


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