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“Ócio demais faz mal”: presidente do Republicanos critica PEC do fim da jornada 6×1

Críticas à PEC do fim da jornada 6×1

26/02/2026 13h03

Atualizado há 6 minutos

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), expressou suas preocupações sobre a PEC que propõe a eliminação da jornada 6×1 em recente conversa com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele argumentou que a diminuição da jornada de trabalho poderia prejudicar a competitividade das empresas brasileiras. Pereira questionou ainda se o tempo livre adicional seria realmente utilizado de forma benéfica para a sociedade.

O deputado também comentou sobre anotações de Flávio que indicam um pedido de R$ 15 milhões para não se candidatar, afirmando que a anotação era uma resposta a boatos.

Além disso, o Senado decidiu barrar a quebra de sigilo do escritório de Viviani Barci, esposa de Moraes, em um contexto de tensões entre o Congresso e o STF.

“Eu acredito que quanto mais trabalho, mais prosperidade. É claro que deve haver lazer, mas o ócio em excesso pode ser prejudicial”, destacou. “Isso pode levar as pessoas a se exporem a drogas e jogos de azar. O que é lazer para alguém em uma comunidade carente? Ou no sertão nordestino?”, questionou.

Pereira também criticou a intenção de votar a proposta em um ano eleitoral, considerando isso um tema “muito sensível”. Ele alertou que a pressão em torno desse assunto pode afetar a Câmara. “Às vezes, é preciso votar a favor por conta da pressão do eleitorado, que pode não entender um voto contra. Estou preocupado”, afirmou.

O presidente do partido reconheceu que a CLT, apesar de seus méritos, apresenta muitos problemas em comparação a legislações de países com pleno emprego e economias mais robustas.

“A indústria nacional reclama sobre o acordo Mercosul-UE, pois não dá para comparar o custo trabalhista e burocrático do Brasil com o de lá. A concorrência com a China, que não possui legislação trabalhista, torna-se ainda mais desleal”, disse.

Ele ressaltou que, embora a reivindicação pela redução da jornada de trabalho seja legítima, essa medida obteve sucesso principalmente em países de “primeiro mundo”, com PIB per capita elevado, como Alemanha, Finlândia, Islândia e Noruega.


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