Rodrigo Pacheco

O que trava o avanço das conversas entre Lula e Pacheco sobre disputa em Minas

Impasses nas Conversas entre Lula e Pacheco sobre Minas Gerais

As negociações entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a disputa ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano enfrentam obstáculos, principalmente pela falta de clareza sobre a posição partidária do senador.

Enquanto isso, lideranças do PT no estado se sentem excluídas das discussões e aguardam definições sobre a estrutura partidária. Por outro lado, aliados de Pacheco expressam preocupação com o prazo, uma vez que a janela partidária de 30 dias, que permite mudanças sem perda de mandato, começa em 6 de março. Esse grupo precisa facilitar a saída do PSD.

Lula retornou a Brasília na quarta-feira, 25 de outubro, após uma missão oficial na Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. A expectativa dos correligionários, especialmente os mineiros, é alta em relação às deliberações sobre o estado. Na quinta-feira, 26 de outubro, Lula deve se reunir com Edinho Silva, presidente nacional do PT.

O dirigente partidário cancelou compromissos com lideranças e deputados do diretório em Minas, que estavam agendados para a mesma data, em virtude da visita do presidente. Do lado de Pacheco, a situação permanece inalterada, apesar da animação de seus aliados em relação à sua possível candidatura ao governo.

O otimismo é impulsionado pela mudança de postura do senador, que até o ano passado cogitava se afastar da vida pública. Pacheco está em conversas sobre uma possível filiação ao MDB, dada a incerteza sobre o apoio do União Brasil, que tem uma federação com o PP, à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.

Conforme reportado, mesmo que Pacheco não se candidate ao governo mineiro, ele não pretende se filiar a partidos de direita. A filiação ao União Brasil dependeria da liberação dos diretórios estaduais para autonomia nas escolhas de palanques.

Em Minas, ele conseguiu posicionar seu aliado, Rodrigo de Castro, à frente do diretório, mas a postura do diretório nacional ainda é incerta. Paralelamente, o PL está tentando atrair a federação partidária para seu grupo de alianças.

Filiação e Candidatura

Desde o ano passado, parlamentares próximos a Pacheco aguardam sua decisão sobre a migração para outro partido, o que impactará sua eventual candidatura ao governo de Minas.

Aliados afirmam que, mesmo após a definição sobre a filiação e considerando o pedido de Lula para que ele seja candidato, não há garantias de que Pacheco disputará a eleição. No entanto, ele já mencionou a intenção de manter influência no cenário estadual.

A experiência de 2018 faz Pacheco hesitar em antecipar sua decisão sobre a candidatura ao governo.

O senador mantém diálogo com pelo menos sete partidos sobre possíveis alianças em Minas, enquanto o PL articula para isolar Pacheco no estado.

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