O que revelam as imagens da sala de guerra de onde Trump supervisionou ataque ao Irã
Revelações das Imagens da Sala de Guerra Durante o Ataque ao Irã
A Casa Branca divulgou quatro fotos do presidente Donald Trump e de membros de seu gabinete acompanhando os ataques aéreos no Irã, realizados por forças dos EUA e de Israel.
Uma análise cuidadosa das imagens e do ambiente revela muito sobre a situação tensa naquele momento.
Tradicionalmente, presidentes dos Estados Unidos realizam ações militares a partir da sala de crise na Casa Branca, uma instalação segura projetada para tal fim. Contudo, Trump não estava na sede do governo quando os ataques começaram na madrugada de sábado. Ele se encontrava em Mar-a-Lago, sua mansão luxuosa na Flórida, onde monitorou a situação e conversou com a imprensa durante todo o domingo.
A sala de crise em Mar-a-Lago, totalmente equipada para operações militares, foi criada em 2017 e restabelecida antes do retorno de Trump ao cargo. A instalação conta com uma área de informações confidenciais (SCIF), onde informações classificadas podem ser discutidas, e o acesso é rigorosamente controlado, com regras estritas sobre dispositivos eletrônicos.
Uma das fotos mostra Trump usando um boné branco com a sigla USA bordada, enquanto supervisiona os acontecimentos no Irã.
Os ataques no Irã causaram uma divisão entre os Brics, com Brasil, China e Rússia condenando as ações e divergindo de Índia e países árabes do bloco.
Parece que o espaço é o mesmo de onde Trump supervisionou a operação para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.
O grande mapa ao fundo destaca posições militares-chave na região, incluindo grupos de ataque de porta-aviões e bases com tropas norte-americanas. Os losangos vermelhos indicam uma ampla gama de alvos no Irã, diferentemente dos ataques mais focados anteriores contra instalações nucleares iranianas.
Em primeiro plano, o diretor da CIA, John Ratcliffe, parece dialogar com o presidente no momento em que a foto foi capturada. Relatórios indicam que a CIA passou meses monitorando o aiatolá Khamenei, determinando sua localização antes dos ataques que resultaram em sua morte.
Marco Rubio, além de ser secretário de Estado, tem atuado como conselheiro interino de segurança nacional, sendo o principal assessor de Trump em questões de segurança. Ele também foi o responsável por informar o "Bando dos Oito" sobre a Operação Fúria Épica antes dos ataques.
A única mulher na imagem é Susie Wiles, chefe de gabinete do presidente, ao lado de seu adjunto, Dan Scavino, que, mesmo sem um papel formal em segurança nacional, mantém contato diário com Trump.
Mais duas imagens da sala foram divulgadas. Uma apresenta o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, apontando para uma tela que parece mostrar um recurso militar no Mar Arábico, ao sul do Irã. Apesar do costume de generais se vestirem formalmente, Caine aparece de maneira mais casual.
Na semana anterior, veículos de imprensa relataram que Caine havia alertado Trump sobre a possibilidade de os EUA serem envolvidos em um conflito prolongado no Irã, mas o presidente desmentiu, chamando a notícia de "falsa".
A outra imagem é a única em que aparece o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Espera-se que ele informe o Congresso sobre a situação no Irã ao lado de Rubio, Ratcliffe e Caine. Wiles aparece com um dispositivo que parece um relógio inteligente, mas a Casa Branca negou que fosse um smartwatch.
Uma última fotografia mostra a sala de crise em Washington, D.C., onde o vice-presidente J.D. Vance supervisionou a operação por teleconferência. O espaço, de 460 metros quadrados, é equipado com tecnologia de comunicação segura e conta com uma equipe de mais de 100 membros.
Vance, ex-fuzileiro naval, criticou administrações anteriores por se envolverem em conflitos prolongados e afirmou que não havia possibilidade de uma guerra prolongada no Irã.
Até o final do domingo, as forças norte-americanas e israelenses haviam atacado mais de 1.000 alvos no Irã, focando em centros de comando, defesa aérea e mísseis balísticos, além da sede do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
O aiatolá Khamenei e várias figuras militares e de inteligência do Irã foram mortos rapidamente. Em retaliação, o Irã lançou uma série de ataques com mísseis e drones contra Israel, bases dos EUA e alvos civis no Golfo Pérsico.
As autoridades americanas não definiram um prazo para a operação, mas o Pentágono tentou assegurar à população que não se tornaria uma "guerra interminável". O Irã resiste, enquanto os ataques continuam.
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