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O que a XP tem feito para seu fundo imobiliário passar de 1 milhão de cotistas

A XP Asset se prepara para levar o Maxi Renda a ser o primeiro fundo imobiliário a alcançar a marca de um milhão de cotistas, impulsionada pela recente queda da Taxa Selic e uma nova onda de crescimento nos FIIs.

Com mais de 900 mil investidores e um patrimônio de R$ 2,6 bilhões, o Maxi Renda já é o maior fundo do mercado em número de cotistas, representando 40% do total de investidores em FIIs. A gestora está otimista e acredita que, até o final do ano, conseguirá atingir a meta de um milhão de cotistas.

André Masetti, gestor da estratégia de fundos de crédito imobiliário da XP Asset, destaca que, apenas no último mês, a base de cotistas cresceu em cerca de 43 mil. Com esse ritmo, há uma expectativa de que a meta seja alcançada antes do fim do ano.

Desde sua reformulação em 2012, o Maxi Renda se posiciona como um fundo acessível, com cotas em torno de R$ 10, uma taxa de administração de apenas 0,90% ao ano e sem taxa de performance. Isso resulta em um volume diário de negociações próximo a R$ 10 milhões.

A principal estratégia do fundo é investir em certificados de recebíveis imobiliários (CRI), onde três quartos dos recursos estão alocados. Com as novas condições do mercado, a gestora identificou oportunidades de adquirir títulos de qualidade com rentabilidade elevada, especialmente após levantar R$ 344,4 milhões em julho.

Masetti ressalta que a volatilidade do mercado de renda fixa no primeiro semestre, marcada por eventos como os problemas da Americanas e Light, abriu espaço para boas aquisições. O fundo já realizou operações com um devedor triple A, resultando em um rendimento atrativo.

Nos últimos 12 meses até julho, o Maxi Renda apresentou um retorno bruto total de 14,3%, superando o índice Ifix, que teve uma alta de 11,5%.

Embora a estratégia inclua também investimentos diretos em ativos imobiliários, essa parte é tratada com cautela. Representando apenas 5% do total investido, Masetti observa que as oportunidades não são tão evidentes como em anos anteriores, devido ao aumento dos custos de construção e à resistência nos preços dos terrenos em São Paulo.

A terceira abordagem do fundo, que envolve a compra de cotas de outros FIIs, pode ser beneficiada pela tendência de consolidação entre gestoras. Masetti afirma que a concorrência excessiva no passado, quando a Selic estava em 2% ao ano, resultou em situações desfavoráveis para os investidores.

Com a consolidação, espera-se que surjam fundos maiores e com portfólios mais robustos, liderados por gestores mais capacitados.

Masetti acredita que essa nova fase do mercado de FIIs será caracterizada pela maturidade, seguindo os ciclos anteriores de crescimento. A queda dos juros será novamente um fator determinante para o desenvolvimento desse segmento, criando um ambiente propício para o terceiro crescimento do mercado.


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